Para Zambelli, filhos de Bolsonaro e Trump devem trocar embaixadas

Deputada federal pelo PSL de SP afirma que a possibilidade "é palpável", depois de conversa com Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto

Michel Jesus/Câmara dos DeputadosMichel Jesus/Câmara dos Deputados

atualizado 16/07/2019 18:17

Após encontro com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), nesta terça-feira (16/07/2019), a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que há a possibilidade de Eric Trump, um dos filhos do presidente norte-americano, Donald Trump, assumir a embaixada dos Estados Unidos no Brasil, em uma troca de cadeiras diplomáticas entre os países. “É palpável, sim, existe a possibilidade do Trump indicar um filho pra cá. Não é sonhadora a ideia não, é palpável”, afirmou.

Questionada sobre a possibilidade de o filho do presidente e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), realmente assumir a cadeira na embaixada brasileira nos EUA, Zambelli disse que, pela conversa que teve com o presidente, a chance de indicação é de 90%.

“É uma escolha do presidente, e também vai depender do Senado. Eu diria que tem 90% de chance de sim, pela conversa que a gente teve. Falta apenas tomar a decisão e anunciar, já se analisaram todas as consequências”, completou. Apesar da incerteza da indicação, a deputada até arriscou uma data e disse que Eduardo deve ser sabatinado no início de agosto, logo após o fim do recesso parlamentar.

Para Zambelli, é pela proximidade com o presidente da República que Eduardo é “o mais qualificado” a assumir a embaixada dos Estados Unidos. “Primeiro que esse cargo de embaixador não precisa ser diplomata, você só precisa ser informado, não vai ser alterado o corpo diplomático. Só que o embaixador é a pessoa que fala pelo presidente da República, e inclusive fala pelo presidente da República sem ao menos consultá-lo . É um cargo muito importante, que exige que a pessoa que vá pra lá conheça muito o presidente, a forma dele de pensar”, afirmou.

Contagem de votos

A deputada admite que a previsão de votos após a sabatina no Senado Federal está “equilibrada”. Mas ressaltou: “Seria o primeiro embaixador na história do Brasil a ser recusado pelo Senado”.

“Esse é o momento ideal, porque da tempo das pessoas analisarem e discutirem que, para esse cargo, não é necessário ser diplomata. Estão isso tem que ficar bem claro aos legisladores. Se a gente tá falando de legisladores que vão fazer uma sabatina, eles têm que ter consciência de que na lei isso não é necessário, é avaliar o perfil técnico. E tecnicamente o Eduardo tem preparo”, avaliou

Zambelli reforçou qualidades do deputado que, ao seu ver, o tornam ideal para o cargo, como uma boa relação com líderes internacionais, fluência na língua inglesa e proximidade com a “nova direita jovem”. Para a deputada, este é o momento ideal para discutir o assunto, tendo em vista que a reforma da Previdência está “congelada” até 6 de agosto.

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