“Não precisamos de governo para viver”, diz Baleia ao assumir MDB

O novo presidente da sigla afirmou que o caminho agora é de Centro, de renovação e de diálogo, para sair vitorioso nas eleições de 2020

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 06/10/2019 15:13

Durante discurso na convenção do MDB, em que foi aclamado presidente do partido, o deputado federal Baleia Rossi (SP) disse neste domingo (06/10/2019) que a sigla vai “sobreviver” sem fazer parte do governo do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). “O MDB é maior que isso”, completou.

Com tom moderado, o novo líder da sigla defendeu ainda o espectro político de Centro, longe da polarização direita e esquerda. Eleito com 311 votos dos 319 presentes, Baleia é o mais novo presidente a ocupar o cargo no MDB.

As falas do parlamentar durante a convenção nacional destacaram o processo de “renovação” no qual a sigla a partir de agora estará imersa, e com a mira já nas eleições municipais de 2020. O primeiro desafio, segundo Baleia, é construir e manter a unidade do partido, sem rachas internos. Por isso, o foco é unir a militância e reconquistar o poder, mas escolhendo as “bandeiras certas”.

“Somo o partido da governabilidade e, por isso, pagamos um preço muito alto também. Precisamos escolher as nossas bandeiras e nossa identidade. Precisamos saber que é possível não participar do governo, não precisamos de governo para sobreviver porque o MDB é muito maior que isso. Entre nossas bandeiras está a defesa da democracia, que é inegociável”, afirmou.

Segundo Baleia, com Bolsonaro na Presidência, o Brasil “tem muito ódio e pouco diálogo”. “É só entrar no grupo de WhatsApp da família. Só se falava em política na época de eleição. Mas temos que buscar o diálogo, buscar consensos com partidos de Centro e  de Centro-esquerda. O radicalismo nunca deu certo. Nem de direita, nem de esquerda”.

O deputado federal sucedeu o ex-senador Romero Jucá (RR), que fico no posto mais alto do partido de 2016 até este domingo. Estiveram presentes na cerimônia de aclamação o ex-senador Eunício Oliveira (CE), o secretário de Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles (GO) e o senador Renan Calheiros (AL). O ex-presidente Michel Temer, contudo, não foi ao evento.

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