Mudança de cálculo de gasto com saúde e educação gera resistência
Inclusão de despesas com aposentadorias e pensões no cálculo de investimento mínimo nas duas áreas pode reduzir gasto social, diz Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (05/11/2019) que alguns pontos do pacote Mais Brasil, entregue pelo Executivo nesta manhã, já têm resistência entres os parlamentares. É o caso da inclusão dos custos relacionados à aposentadoria no cálculo de investimento mínimo obrigatório em saúde e educação.
Segundo Maia, incluir inativos dentro da despesa social é muito arriscado, porque há grandes chances de reduzir o percentual de gastos na área social. O texto entregue pelo governo prevê que todas as despesas com aposentadorias e pensões se enquadrem neste valor mínimo que o Executivo é obrigado a gastar com os respectivos setores.
“Como a despesa do inativo cresce mais que a despesa dos estados e municípios, vamos ter uma redução de aplicação de recursos na área social. Vai ter muita dificuldade de a Câmara compreender isso como um avanço”, justificou Maia, na chapelaria do Senado Federal, antes da chegada do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), na Casa.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também analisou com resistência o dispositivo. Ela disse que os senadores também não vão aceitar diminuir os recursos de investimentos na saúde e na educação.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Hoje, este pagamento dos aposentados, de saúde, educação estão fora do limite de investimentos. Você botar pra dentro, acaba tirando recursos que poderiam ser investidos na saúde e na educação, que é um grande gargalo”, disse Alcolumbre.



