Lula nega delação de Palocci e acusa Moro de agir politicamente

Em nota, os advogados do petista reagiram à suspensão do sigilo, determinada a 6 dias das eleições, sobre a delação do ex-ministro

atualizado 02/10/2018 7:41

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin e Valeska Teixeira, criticaram a decisão do juiz Sérgio Moro, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, de suspender o sigilo judicial sobre a delação feita pelo ex-ministro petista Antonio Palocci. Segundo a defesa, Moro agiu com o objetivo de “causar efeitos políticos” para Lula e seus aliados. Os advogados argumentaram ainda que o acordo de delação foi recusado pelo Ministério Público e que o ex-ministro mentiu em seu depoimento.

“A conduta adotada hoje pelo juiz Sérgio Moro na Ação Penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000 apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente Lula”, destaca a nota, assinada pelo escritório Teixeira Martins Advogados.

“Moro juntou ao processo, por iniciativa própria (de ofício), depoimento prestado pelo Sr. Antônio Palocci na condição de delator com o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados, até porque o próprio juiz reconhece que não poderá levar tal depoimento em consideração no julgamento da ação penal. Soma-se a isso o fato de que a delação foi recusada pelo Ministério Público. Além disso, a hipótese acusatória foi destruída pelas provas constituídas nos autos, inclusive por laudos periciais”, aponta a defesa do ex-presidente.

“Palocci, por seu turno, mentiu mais uma vez, sem apresentar nenhuma prova, sobre Lula para obter generosos benefícios que vão da redução substancial de sua pena — 2/3 com a possibilidade de “perdão judicial” — e da manutenção de parte substancial dos valores encontrados em suas contas bancárias”, completam os advogados.

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