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Na primeira pesquisa CNT/MDA realizada após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manter a condenação de Luiz Inácio Lula da Silva e aumentar a pena para 12 anos e 1 mês de prisão no caso do triplex do Guarujá (SP), o petista teve recuo nas intenções de voto espontâneas para o primeiro turno. No levantamento anterior, divulgado em setembro de 2017, o ex-presidente liderava com 20,2%. Na consulta apresentada nesta terça-feira (6/3), Lula caiu para 18,8%, mas ainda é o primeiro colocado. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) continua em segundo, agora com 12,3% – tinha 10,9%.

Realizada de 28 de fevereiro a 3 de março, a pesquisa não foi influenciada pelo resultado da sessão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a ser definida na tarde de hoje, quando os ministros julgarão o mérito de um habeas corpus preventivo de Lula. Também não reflete as impressões da população a quebra do sigilo bancário do presidente da República, Michel Temer, determinada nessa segunda-feira (5) pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência de inquérito que investiga a edição do chamado Decreto dos Portos.

A pesquisa CNT/MDA, registrada no TSE com o número BR-06600/2018, ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 unidades federativas, nas cinco regiões do país.

Lula e Bolsonaro são seguidos, na preferência do eleitor, por Marina Silva (7,8%), Geraldo Alckmin (6,4%) e Ciro Gomes (4,3%). Isso demonstra uma mudança em relação ao levantamento de setembro passado, quando João Doria vinha em terceiro, com 2,4% das intenções de voto, Marina em quarto (1,5%) e Alckmin em quinto (1,2%).

Nas intenções de voto estimuladas, quando são informados ao eleitor os nomes de possíveis candidatos, Lula lidera em todos os cenários de segundo turno. Em disputa com Bolsonaro, ele ficaria com 44,1% contra 25,8% do deputado. Quando enfrenta Alckmin, o resultado é 44,5% x 22,5% a favor do ex-presidente. Contra Marina: 43,8% x 20,3%.

Com Lula fora de cena, Bolsonaro teria 26,7% das intenções de voto em um segundo turno contra Alckmin (24,3%). Se enfrentasse Marina, a disputa seria mais apertada: 27,7% para o deputado contra 26,6% da pré-candidata. Nesses cenários, a quantidade de votos brancos ou nulos seria enorme, entre 40% e 50%.

Avaliação do governo
Em relação à avaliação do desempenho pessoal e de governo do presidente Michel Temer, houve um leve recuo entre os que desaprovam a gestão do emedebista. De acordo com a pesquisa anterior, ele enfrentava 84,5% de reprovação, o pior índice de um presidente da República em toda a série histórica. Agora, tem 83,6%. A aprovação é de 10,3%, e 6,1% não souberam opinar.

Veja abaixo outros números da 135ª Pesquisa CNT/MDA:

Segurança pública

  • 25,3% acham que vai melhorar, contra 16,6% que tinham a mesma opinião em setembro

Intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro

  • 69% são favoráveis e acham que a decisão foi correta
  • 12,3% mostraram-se desfavoráveis

Criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública

  • 62,8% são favoráveis
  • 16,4% são contrários

Crise na Venezuela

  • 44,4% acreditam que o Brasil deve acolher os imigrantes
  • 19% concordam parcialmente
  • 27,5% consideram que o país não deve permitir a entrada de imigrantes
  • 68,7% acreditam que, uma vez legalizados, os imigrantes venezuelanos devem ter acesso a serviços públicos e ser acolhidos no mercado de trabalho