Líderes do PSL criticam Olavo de Carvalho e defendem Mourão

Para delegado Waldir, país precisa "dar um passo à frente" e "parar de discutir o sexo dos anjos com futurólogo que mora nos Estados Unidos"

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atualizado 23/04/2019 8:49

Os líderes do PSL na Câmara e no Senado, delegado Waldir (GO) e Major Olímpio (SP), criticaram nessa segunda-feira (22/04/2019), ambos em entrevista à Rádio Eldorado, a influência de Olavo de Carvalho sobre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e saíram em defesa do vice-presidente, Hamilton Mourão, e dos ministros militares, alvo de críticas do escritor.

“O mais absurdo é um guru que vive nos Estados Unidos atacar o governo e os militares. O presidente não pode ficar à mercê dessas pessoas e pegar a opinião do ‘louco do dia'”, disse o deputado Delegado Waldir. Segundo ele, Bolsonaro “tem que dar um basta nesse astrólogo que comanda dois ministérios, pois as pessoas querem educação, saúde e segurança”. “Basta de discutir ideologia.”

Para Waldir, o país precisa “dar um passo à frente” e “parar de discutir o sexo dos anjos com um futurólogo que mora nos Estados Unidos”.

O senador Major Olímpio lembrou que o vice-presidente também foi eleito e, por isso, seu papel é “indiscutível”. “Ele [Olavo] diz o que quiser, mas não é um ente de governo. Se algumas pessoas do governo acompanham o pensamento dele, eu respeito isso, mas o general Mourão foi eleito com 57 milhões de votos junto com o Jair Bolsonaro. Então, é indiscutível o papel dele”, disse o líder.

Segundo Olímpio, os ministros militares têm um comportamento “exemplar” nas áreas em que atuam. “Não dão canelada nem disputam espaço. São pragmáticos. Quem tira e põe ministro é o presidente.”

Outros parlamentares do partido fizeram coro aos líderes. Para o deputado Coronel Tadeu (SP), o governo deve se afastar das polêmicas criadas por Olavo. “As críticas são muito bem-vindas, mas vamos combinar que as dele já deu.”

A deputada Carla Zambelli (SP) disse que deixou de ser seguidora do escritor. “Não sigo mais o Olavo de Carvalho há algumas semanas, quando percebi que a intenção dele [em relação ao país] não é positiva.”

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