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Apadrinhado do PTB, Mikael Tavares Medeiros, de 19 anos, foi afastado do cargo nesta sexta-feira (9/3). O jovem havia sido nomeado no Ministério do Trabalho para autorizar pagamentos de R$ 473 milhões por ano e recebia mais de R$ 5 mil por mês.

A função que Mikael Tavares exercia exige conhecimento técnico e experiência, mas, antes de ingressar no órgão federal, o rapaz era vendedor de óculos em uma loja. A informação é do jornal O Globo, que sustenta: Mikael foi indicado pelo pai, o delegado da Polícia Civil de Goiás Cristiomário de Sousa Medeiros, presidente do PTB de Planaltina de Goiás (GO), Entorno do DF.

A nomeação dele para o cargo de gestor financeiro do ministério foi assinada pelo então secretário-executivo da pasta, Helton Yomura – hoje, ministro interino do Trabalho. De acordo com a reportagem, o jovem tornou-se apadrinhado do presidente nacional do PTB, o ex-deputado federal e condenado no Mensalão Roberto Jefferson, desde que a nomeação da deputada federal carioca Cristiane Brasil, filha dele, foi interrompida.

Segundo Mikael disse nesta sexta, foi o partido que o “botou lá dentro”. Para Roberto Jefferson, “errou quem resolveu colocar um jovem inexperiente em um cargo importante” no ministério. A manifestação foi feita via Twuitter.

O ex-deputado usou as redes sociais para desabafar: “Esse ministério é ‘uma cabeça de burro enterrada’ no partido” – referindo-se à expressão popular usada para ilustrar quando as coisas não prosperam em determinado lugar.

Embora exonerado do cargo, Mikael vai permanecer no ministério em outra área.