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Foi proibida a entrada de profissionais de imprensa no plenário da Câmara na sessão desta terça-feira (6/11), que será o retorno do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ao Parlamento. Decisão foi tomada pela Direção-Geral do Senado, que organiza as reuniões do Congresso Nacional. A informação é do jornal O Globo.

O veto distribuído via comunicado interno foi confirmado pela reportagem e dizia: “O acesso ao plenário da Câmara dos Deputados será restrito às autoridades, parlamentares e servidores autorizados”.

Ainda segundo a reportagem, em nota a polícia Legislativa afirmou: “Nas Sessões Conjuntas, a segurança é sempre organizada pela Polícia do Senado Federal. O combinado é que a imprensa terá acesso às galerias e ao Salão Verde. No salão do plenário, estará somente a imprensa interna (TVSenado e TVCâmara)”.

O veto à imprensa destoa da postura adotada pelo Congresso em grandes eventos, como a própria posse presidencial de outros presidentes e votações importantes. Dentre estas votações estão: o impeachment de Dilma Rousseff e as votações de denúncias contra o presidente Michel Temer. Em todos esses eventos, houve um esquema especial de acesso para a imprensa, mas os jornalistas não foram proibidos de realizar a cobertura dentro do plenário.

A reportagem também procurou a assessoria do Senado que confirmou o veto, mas indicou a Câmara para responder sobre o caso. “Devido ao grande afluxo de autoridades e convidados para a sessão especial marcada para esta terça-feira (6), o trabalho da imprensa será restrito aos Salões Branco (Chapelaria), Verde e Azul (entrada da Presidência do Senado Federal) e à Galeria da Câmara dos Deputados. Quanto ao acesso de jornalistas ao Plenário da Câmara, é necessário que se indague sobre o assunto àquela Casa legislativa.”