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Enviada especial a Curitiba (PR) – As primeiras informações sobre a identidade do homem que invadiu a área onde estão os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba, na tarde desta segunda-feira (9/4), são de que ele possa ser membro da Polícia Civil do Paraná, afirma a cúpula do Partidos dos Trabalhadores (PT). Durante um ato pacífico pró-Lula, o homem, conhecido com “Karlindo”, segundo os petistas, saiu de dentro da Superintendência da Polícia Federal e provocou a deputada estadual Manuela D´Ávila (PCdoB-RS).

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), anunciou que ainda nesta tarde haverá reunião na Superintendência da Polícia Federal para pedir apuração do caso. Gleisi afirmou que o homem é integrante da Polícia Civil, porém não sabe se “é agente ou delegado”.

A deputada Manuela D’Ávila denunciou o caso à imprensa: 

Segundo nota do PT, para deixar o local e não ter sua identidade revelada, o homem contou com a conivência e “cobertura” dos policiais federais.

Nas redes sociais, Alexandre Frota comemorou o ato do apoiador de Jair Bolsonaro: “Karlindo prometeu e cumpriu”, escreveu Frota em uma conta na rede social, indicando que a ação foi premeditada.

Segurança de Lula
O Líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS) demonstra preocupação com a segurança do ex-presidente. “O fato de ser uma ação premeditada torna o episódio ainda mais grave. Durante todo o tempo, ele esteve amparado pelos policiais [federais]. Entrou e saiu escoltado pela polícia [PF]. Cobramos a identificação do homem, e eles se recusaram a fornecê-la, pois as suspeitas iniciais são de que se trata de um colega de farda, por isso eles estão tentando omitir a identidade do agressor”, denunciou.

Outros parlamentares presentes em Curitiba revelam preocupação com a segurança do ex-presidente Lula. “A preocupação é a integridade do ex-presidente Lula. O cara me agride e sai escoltado. A obrigação de esclarecer todos os fatos é da Polícia Federal”, protestou Manuela D’Ávila. “Quem é essa pessoa? Trabalha aqui? É agente? É carcereiro? Se foi um funcionário da Polícia Federal, ou não, isso tem que ser esclarecido”, questionou Lindbergh Farias.

Outro lado
Até o momento nem a Polícia Federal nem a Polícia do estado do Paraná deram qualquer esclarecimento. O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Curitiba, mas o órgão ainda não se posicionou sobre o fato.

 

 

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