“Governo não tem mais de 260 votos”, diz líder da Minoria na Câmara

Jandira Feghali (PCdoB-RJ) avalia que análise de destaques sobre categorias, como policiais e professores, complicará cenário para o governo

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 08/07/2019 18:56

A líder da Minoria na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), sustenta que, pelos cálculos da oposição, o governo não tem mais que 260 votos para aprovar a reforma da Previdência no plenário da Casa. Para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019 siga ao Senado, é preciso que receba ao menos 308 votos dos 513 parlamentares, em dois turnos.

“[O presidente da Câmara] Rodrigo Maia (DEM-RJ), apesar de estar contando vantagem, não tem mais de 260 votos. Estamos mapeando e temos hoje uma posição ainda favorável quanto a não aprovação da reforma”, afirmou.

Segundo a oposição, o grupo contrário à reforma tem 150 votos e, de acordo com os cálculos, seriam necessários mais 50 para inviabilizar a aprovação da proposta. “Geralmente, o quórum de votações importantes é o de, aproximadamente, 480 deputados”, explica José Guimarães (PT-CE).

Segundo a líder, além do “kit obstrução”, que “já está pronto para ser usado”, o foco da oposição será os dissidentes. “Vamos trabalhar por dentro das bancadas para ganhar os dissidentes e não deixar votar a reforma ainda no primeiro semestre”, explicou.

O presidente da Câmara, que tem articulado a aprovação da reforma, tem a expectativa de concluir a tramitação da proposta na Casa nesta semana. Mas a deputada afirma que ainda haverá destaques para a alteração nas regras de aposentadoria de diversas categorias, sobretudo os policiais federais e estaduais e os professores. “Se o Centrão não apresentar, nós vamos fazer”, pontuou.

Luta com o prazo

Nesta terça-feira (09/07/2019), Maia vai se reunir com líderes pela manhã para discutir os trâmites dos trabalhos em plenário. Para contar o prazo regimental de duas sessões entre a votação na comissão especial, que foi concluída na madrugada de sexta (05/07/2019), e na Casa, o deputado fluminense convocou uma sessão deliberativa nesta segunda e na terça pela manhã.

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