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O ministro extraordinário de transição, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), anunciou nesta segunda-feira (3/12) a formação do governo de Jair Bolsonaro. Serão 22 ministérios, no total – sete a mais do que o prometido durante a campanha eleitoral.

Veja como ficou a composição das pastas federais:

  • Casa Civil (Ônyx Lorenzoni);
  • Secretaria-Geral (Gustavo Bebianno);
  • Secretaria de Governo (general Carlos Alberto dos Santos Cruz);
  • Gabinete de Segurança Institucional (general Augusto Heleno);
  • Advocacia-Geral da União (André Luiz de Almeida Mendonça);
  • Banco Central (Roberto Campos);
  • Economia (Paulo Guedes);
  • Agricultura (Tereza Cristina);
  • Meio Ambiente*;
  • Direitos Humanos*;
  • Ciência, Tecnologia e Comunicação (Marcos Pontes);
  • Relações Exteriores (Ernesto Araújo);
  • Defesa (general Fernando Azevedo e Silva);
  • Cidadania (Osmar Terra);
  • Educação (Ricardo Vélez Rodriguez);
  • Saúde (Luiz Henrique Mandetta);
  • Justiça e Segurança Pública (Sérgio Moro);
  • Turismo (Marcelo Álvaro Antônio);
  • Infraestrutura (Tarcísio Gomes de Freitas);
  • Desenvolvimento Regional (Gustavo Canuto);
  • Transparência (Wagner Rosário);
  • Minas e Energia (almirante Bento Costa Lima).

*Não foram definidos os titulares dessas pastas

Reprodução

O governo alega, no entanto, que terá 20 pastas, já que o Banco Central e a AGU deverão perder os status de ministérios no ano que vem.

Sobre a extinção da pasta do Trabalho, que Onyx anunciou mais cedo, ele disse que a secretaria de Trabalho e questões sindicais ficarão a cargo da pasta de Justiça e Segurança Pública. A fiscalização e as políticas públicas para o emprego serão diluídas no ministério da Economia. Outras atribuições de cunho social serão levadas ao ministério da Cidadania.

Magno Malta
Lorenzoni foi questionado sobre a ausência do senador Magno Malta (PR-ES) na composição ministerial. Ele afirmou que Bolsonaro “nunca prometeu ministério a ninguém”, e, além disso, quando um nome é “convocado”, “veste a camisa e joga na relação de confiança”.

Em relação à bancada evangélica, que estaria insatisfeita com o não atendimento de algumas indicações, o futuro ministro da Casa Civil disse manter um diálogo permanente. “Lutamos para mudar o Brasil em princípios de valores comuns. E quando o elo é feito em cima de valores e princípios, esse elo é indissolúvel. Esse elo não se desfará”, comentou, referindo-se aos integrantes da bancada.

Lorenzoni explicou, ainda, que a gestão Bolsonaro terá duas secretarias específicas para o diálogo com o Congresso Nacional, sendo uma responsável pela Câmara dos Deputados e outra, pelo Senado. De acordo com o futuro ministro, elas serão compostas por ex-parlamentares. Lorenzoni, no entanto, não respondeu se o senador Magno Malta (PR-ES), derrotado nas eleições de outubro e membro da bancada evangélica, fará parte desse grupo.

A transição pela primeira vez está sendo feita com formalismo, temos legislação e critério. Amanhã [terça] começamos a conversar com as bancadas para esclarecer como será o novo relacionamento de governo. O presidencialismo de coalizão destruiu [o país]"
Ônix Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil

Banco Central
Segundo Lorenzoni, o presidente eleito não pedirá que Michel Temer nomeie antes do final do ano Roberto Campos para o Banco Central. Além disso, ele declarou que não cobrará do Congresso a aprovação da autonomia do BC antes de assumir o cargo, em janeiro.

“A ideia é a definição ficar para o próximo governo. Temos um problema de tempo. O entendimento que nós temos é não sobrecarregar o Congresso com nenhuma demanda. Entendemos que não há tempo hábil para isso”, declarou.

 

Veja quem é quem na próxima gestão federal:

Indefinições
De acordo com Lorenzoni, os dois ministérios cujos titulares ainda não foram anunciados – Meio Ambiente e Direitos Humanos, Família e Mulheres – terão a definição nos próximos dias. Para o Meio Ambiente, três nomes estão sendo analisados, entre eles o de Xico Graziano, ex-assessor do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que abandonou o PSDB durante as eleições para apoiar Bolsonaro.

Para o comando do Ministério de Direitos Humanos, Família e Mulheres, o nome mais cotado é o da advogada e pastora Damares Alves. Bolsonaro disse que o assunto foi conversado “muito por alto” com ela.

“Não foi prometido nada, mas seria do meu entender uma pessoa extremamente qualificada para desempenhar a função”, afirmou. A advogada trabalha como assessora lotada no gabinete do senador e candidato derrotado à reeleição Magno Malta.

De acordo com o futuro ministro, para as indicações do segundo e terceiro escalão será feita uma “mescla” entre nomes técnicos e políticos.