Governadores querem imposto sobre games para combater tráfico

Inicialmente, segundo os chefes dos Executivos locais, seria possível arrecadar R$ 18 bilhões para a segurança pública

Rafaela Feliccciano/MetrópolesRafaela Feliccciano/Metrópoles

atualizado 08/10/2019 14:28

Em busca de mais recursos para combater o avanço de facções criminosas e o narcotráfico, governadores defendem a criação de um imposto sobre jogos eletrônicos. Inicialmente, seria possível arrecadar R$ 18 bilhões para a segurança pública.

O governador de São paulo, João Doria (PSDB), defendeu que o governo federal disponibilize mais verbas para o setor. “Hoje, os recursos destinados pelo governo federal são pequenos, senão mínimos e que não atendem a nenhum estado independentemente do tamanho e da situação”, apontou.

O tucano ponderou que há entendimento entre os chefes dos Executivos locais para que o governo federal permita aos estados formularem as próprias políticas públicas de segurança pública, sem nenhuma condicionante para o recebimento de recursos.

Os chefes dos Executivos locais se reuniram em Brasília nesta terça-feira (08/10/2019), durante a sétima reunião do Fórum de Governadores. Nesta edição, assuntos econômicos, como a reforma da Previdência e a cessão onerosa, ficaram em segundo plano. Educação e segurança pública centralizaram as conversas.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), também sustentou a ideia. “Temos que avançar na forma de buscar o financiamento para o setor, para que possamos enfrentar essa realidade que intranquiliza todos os estados com o crescimento de facções criminosas e do tráfico”, ponderou.

Comissão
O governador fluminense, Wilson Witzel (PSL), criticou os efeitos da criminalidade na sociedade. “O tráfico tem consumido esforços e vidas em razão da quantidade de armas que tem entrado no país”, destacou.

Uma comissão de cinco governadores formaram a proposta a ser encampada. Eles proporão mudanças no sistema de julgamento desses crimes. “Pretendemos transferir responsabilidades para a Justiça dos estados para julgar e fazer a venda dos bens apreendidos”, adiantou.

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