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Política

"Gasto público no país reduz muito pouco a desigualdade", diz Mansueto

Secretário do Tesouro afirmou que Previdência é importante, mas não é melhor forma de programa social

07/05/2019 13:10, atualizado 07/05/2019 13:21
Hugo Barreto/Metrópoles
“Gasto público no país reduz muito pouco a desigualdade”, diz Mansueto

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que o gasto público no Brasil reduz muito pouco a desigualdade. O comentário foi feito nesta terça-feira, 7, durante o lançamento do estudo “Melhores gastos para melhores vidas”, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que apontou ineficiências nas despesas públicas brasileiras. Um dos problemas identificados foi o fato de as transferências de renda serem “pró-rico”, com aposentadorias maiores para quem ganha mais e subsídios para empresas, entre outros.

Almeida lembrou que 90% do crescimento das despesas primárias no Brasil se deu por conta de programas de transferência de renda, principalmente a Previdência, mas que isso não leva à redução das diferenças sociais. “O governo gasta muito, mas não consegue reduzir a desigualdade. Previdência é muito importante, mas não é melhor forma de programa social”, afirmou.

No evento, o secretário disse concordar com o diagnóstico apresentado pelo BID, mas que há desafios adicionais para o Brasil, como o engessamento do Orçamento, que tem 94% de despesas obrigatórias. Ele ressaltou que o crescimento do gasto no Brasil não decorre do inchaço da máquina pública, mas, principalmente, do crescimento de despesas como a Previdência.

Com isso, ressaltou, sobra pouco espaço para o investimento público, que, por ser despesa discricionária, é o primeiro a ser cortado a cada contingenciamento ou ajuste. O secretário lembrou que o investimento público caiu de 1,3% em 2014 para 0,7% no ano passado e deve fechar este ano em apenas 0,5%. “Sem controle de crescimento da despesa, o investimento público será próximo de zero em dois anos”, completou.

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Reforma da Previdência
O secretário defendeu mais uma vez a importância da aprovação da reforma da Previdência e frisou que o Congresso Nacional tem que fazer um debate com muita responsabilidade para garantir uma reforma significativa. “Se falharmos com reforma da Previdência, não teremos ajuste fiscal”, afirmou.

"Gasto público no país reduz muito pouco a desigualdade", diz Mansueto