Ex-comandante do Exército critica Macron e fala de “ameaça militar”

General Villas Bôas fez longa série de posts no Twitter atacando o francês pelo que chamou de "ataques diretos à soberania brasileira"

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 22/08/2019 23:55

Ex-comandante do Exército entre 2015 e o início deste ano, hoje assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, o general Eduardo Villas Bôas elevou a tensão cercando a crise das queimadas que assolam a região amazônica ao fazer uma longa série de postagens no Twitter, na noite desta quinta-feira (22/08/2019), atacando o presidente da França, Emmanuel Macron, por pedir que o assunto seja discutido na reunião do G7 deste fim de semana.

O general, um dos militares mais respeitados hoje nas Forças Armadas, com grande ascendência, afirmou que a ação do presidente francês significa “ataque direto à soberania brasileira”, e inclui “objetivamente, ameaças de emprego do poder militar”.

Veja a thread (os posts em sequência) publicada por Villas Bôas:

“A questão ultrapassa os limites do aceitável na dinâmica das relações internacionais. É hora do Brasil e dos brasileiros se posicionarem firmemente diante dessas ameaças, pois é o nosso futuro, como nação, que está em jogo”, escreveu Villas Bôas.

Governo incomodado

A postura de Macron enfureceu o governo brasileiro – incluindo o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que reagiu criticando o que chamou de “mentalidade colonialista” e “tom sensacionalista” do francês ao tentar obter “ganhos políticos” explorando a questão das queimadas na Amazônia.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), indicado pelo pai ao posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos e cotado até para assumir o comando do Ministério das Relações Exteriores, pouco antes das manifestações do general havia publicado um vídeo no Twitter no qual o presidente francês é classificado de “completo idiota”. “Recado para @Emmanuel Macron”, escreveu o “filho zero três” de Bolsonaro, atual presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

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