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Na avenida ou nos bloquinhos de Carnaval país afora, as mazelas políticas do Brasil e protestos sociais não ficarão de fora da folia.

Pelo menos três escolas de samba cariocas apresentarão enredos politizados. A Beija-Flor traz o tema “Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu”.

A Estação Primeira da Mangueira adotou o mote “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” – uma alfinetada no prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que cortou recursos para a folia de Momo deste ano. A Paraíso do Tuiuti entrará na avenida com o enredo “Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?”, uma crítica ao desemprego, à precarização das relações trabalhistas e ao relaxamento da fiscalização contra o trabalho escravo.

Stefano Martini / Divulgação

Rato gigante da Beija-Flor: crítica a políticos corruptos

Já em São Paulo, a Império da Casa Verde baseou-se em Os Miseráveis, obra de Victor Hugo, para falar sobre corrupção e desigualdade social.

Irreverência
Nos bloquinhos pelo Brasil, os foliões unem humor ao protesto: com a popularidade ainda em baixa, o presidente Michel Temer é um dos alvos preferidos.


As tradicionais marchinhas também estão a todo vapor, e sobrou sopapo para todos os lados. O site Congresso em Foco fez uma seleção de algumas das mais criativas em 2018. Além de Temer, o ministro Gilmar Mendes (do STF), o ex-presidente Lula, o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro e o empresário Joesley Batista estão entre as “vítimas” dos foliões. Confira:

 

 

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