Eduardo Bolsonaro sobre rivais no PSL: “Dá nojo, dá asco”

Em transmissão ao vivo na noite deste sábado, filho "03" atacou grupo ligado a Luciano Bivar, com quem disputa a liderança na Câmara

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 19/10/2019 22:40

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que está no epicentro do terremoto que sacode o partido, fez uma transmissão ao vivo por seu Facebook na noite deste sábado (19/10/2019) para, segundo ele, explicar “os ocorridos” no partido durante a semana. A live, porém, virou mais uma tribuna para os ataques a rivais internos que consomem a legenda desde que o presidente Jair Bolsonaro disse a um apoiador, no último dia 8 de outubro: “Esquece o PSL“.

“Os deputados ganham um salário de R$ 30 mil, uma verba (de gabinete) de R$ 100 mil. O que mais essas pessoas querem?”, disse o filho “03”.

Na última quinta-feira (17/10/2019) a situação degenerou de vez quando, com direito a telefonemas diretos de Bolsonaro a deputados federais do partido (um deles, gravado por um dos integrantes da bancada e vazados à imprensa), a ala bolsonarista tentou depor o líder da sigla na Câmara, Delegado Waldir (GO), e substituí-lo justamente por Eduardo.

Ao se referir a outro áudio vazado, desta vez por um aliado do grupo bolsonarista, de uma reunião dos “bivaristas” (os apoiadores do presidente do PSL, Luciano Bivar), na qual Waldir chama Bolsonaro de “vagabundo” e diz ter material para “implodir o presidente“, Eduardo Bolsonaro foi além:

“Lamentáveis [as declarações] é pouco! É repugnante”, vociferou o atual presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara.

Logo a fúria de Eduardo voltou-se à recém-derrubada líder do governo no Congresso, a deputada federal Joice Hasselmann (SP) – que, assim como ele, foi eleita por São Paulo. “E aí a Joice falando de milícia virtual, de inteligência emocional de -20… Dá nojo, dá asco!”, atacou Eduardo. “Os partidos dessas pessoas são elas próprias”, completou.

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