Doria diz que apoia o país mas se manifestará quando achar necessário

Governador de São Paulo voltou a afirmar que não está se distanciando do governo Bolsonaro, ao qual teceu críticas nos últimos dias

HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDOHÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 31/07/2019 14:18

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a negar nesta quarta-feira (31/07/2019) que esteja se distanciando do governo Jair Bolsonaro (PSL), após criticar a declaração do presidente envolvendo Fernando Santa Cruz, pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. Durante cerimônia para assinatura do contrato da Sabesp com 13 municípios para fornecimento de serviços de saneamento, o governador afirmou que sua postura continua a mesma de “apoiar o Brasil”, e que continuará a se manifestar “quando achar necessário”.

“Não estamos nos distanciando do governo Bolsonaro, quero deixar isso bem claro. Mantemos a mesma posição que tínhamos no início do governo. Apoiamos todas as iniciativas do governo Bolsonaro que sejam boas para o país”, afirmou o governador. “Mas continuamos preservando o espírito crítico quando alguma atitude merecer observações e contribuições. A posição crítica sobre alguns temas permanece. Quando for necessário, vamos nos manifestar”, acrescentou.

O governador se referiu em particular à fala, segundo ele, “infeliz” do presidente Bolsonaro, ao se referir ao pai de Santa Cruz.

“Fernando foi assassinado. Eu sou filho de um deputado cassado pelo golpe militar de 1964, fui para o exílio com meu pai. Eu sei o que foi o sofrimento dele e de outros parlamentares, intelectuais, escritores, artistas e brasileiros de todas as origens no período da ditadura militar. Eu não apago a história e nem reconstruo a história, mas isso não implica em fazer oposição ao governo Bolsonaro”, concluiu Doria.

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, vinculada ao governo, emitiu uma retificação de atestado de óbito de Fernando Santa Cruz, na semana passada, na qual reconhece que sua morte ocorreu “em razão de morte não natural, violenta, causada pelo Estado Brasileiro”.

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