De olho em 2022, Doria afaga antigos tucanos em convenção do PSDB

Evento contou com a presença de Rodrigo Maia, outro possível nome na disputa pelo Palácio do Planalto

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 31/05/2019 17:29

De olho na corrida presidencial em 2022, o governador de São Paulo, João Doria, procurou afagar os tucanos tradicionais durante discurso na convenção do PSDB, nesta sexta-feira (31/05/2019). Ele se referiu à legenda como “um time”, no qual o ex-governador tucano, Geraldo Alckmin, derrotado nas eleições presidenciais passadas, hoje, “passa o bastão” para o ex-deputado Bruno Araújo (PE) no comando da legenda.

“Aqui nós temos um time no qual o Alckmin passa o bastão ao jovem Bruno Araújo”, disse Doria.

No fim do discurso, enquanto era cumprimentado por antigos tucanos, tocou o hino da vitória, imortalizado nas corridas vencidas pelo brasileiro Ayrton Senna.

Com discurso de candidato, Doria sinalizou disposição em lutar pela vaga e lembrou o fato de ter saído da iniciativa privada e se lançado na política para disputar as prévias no PSDB. “Disputei duas. O PSDB não tem medo do voto”, disse o governador de São Paulo.

Em seguida, Alckmin passou rapidamente a palavra para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), visitante da convenção tucana, também com intenções de ser candidato à sucessão de Jair Bolsonaro (PSL) no Palácio do Planalto.

Coalizão
Maia lembrou o voto no PSDB em várias eleições e deixou clara a intenção de um projeto conjunto nas próximas eleições presidenciais. “Independentemente do que vai acontecer em 2022, é importante que todos nós estejamos juntos e fortalecidos em um projeto de desenvolvimento para o Brasil”, defendeu o presidente da Câmara.

Ao chegar à convenção, Alckmin revelou ter o sentimento de “dever cumprido” ao deixar o comando da legenda para o ex-deputado pernambucano Bruno Araújo. “Estamos terminando essa caminhada na executiva e deixaremos um bom legado para o sucessor”, apontou o tucano.

“Derrubar muros”
Araújo assume o partido com o apoio de Doria. Entre os que ocupam cargos na nova estrutura tucana, estão apoiadores do nome do governador paulista. A senadora Mara Gabrilli será a vice-presidente nacional. Além dela, o deputado federal Pedro Cunha Lima, de 30 anos, filho do senador Cássio Cunha Lima, ficará à frente da presidência do Instituto Teotônio Vilela, órgão de elaboração teórica do partido.

Bruno Araújo, ao discursar, considerou “natural” o nome de Doria ser lembrado como pré-candidato à Presidência da República. “Não é só pela importância do estado que ele governa, mas é principalmente pela trajetória de sucesso”, comentou.

O novo presidente do PSDB afirmou ter a função de “derrubar muros”. “Vamos fazer um grande processo de unidade de um PSDB que ama sua história”, completou.

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