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Depois de 11 meses, o ex-deputado Eduardo Cunha está de volta a Brasília. Agora, em um endereço bem diferente daqueles aos quais estava habituado. Em vez da Câmara dos Deputados, onde mandava e desmandava, e do amplo apartamento funcional na Asa Sul, o parlamentar cassado ficará no Departamento de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil, ao lado do Parque da Cidade.

Cunha chegou à cidade nesta sexta-feira (15/09) para prestar depoimento sobre desvios de dinheiro do Fundo de Investimentos da Caixa Econômica Federal (FI-FGTS). A oitiva, na 10ª Vara Criminal Federal, ocorrerá nos dias 20 e 22 de setembro, em processo no qual ele responde também por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em operações fraudulentas.

Além de Cunha, são réus nesta ação Lúcio Funaro, seu ex-sócio Alexandre Margotto e o ex-vice-presidente de Fundos e Loterias da Caixa Fábio Cleto. Os dois últimos são também delatores da Lava Jato.

Banho frio
No DPE, o ex-deputado ficará na cela especial, com vista para o corredor e espaço para acomodar quatro detentos. Trata-se do mesmo local onde ficaram detidos o ex-governador do DF Agnelo Queiroz e o ex-vice Tadeu Filippelli, presos na Operação Panatenaico e investigados por fraude nos contratos das obras do Estádio Mané Garrincha, corrupção e lavagem de dinheiro.

No cubículo, há dois beliches e um banheiro com dimensões de 2m x 3m. O chuveiro tem água quente apenas durante o dia. À noite, o banho será “muito frio”, segundo fonte ouvida pelo Metrópoles. Eduardo Cunha terá direito a duas horas de banho de sol por dia: uma pela manhã e outra à tarde.

 

 

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