Crivella responde nas redes sociais: “Não é censura nem homofobia”

Prefeito informou que entrou com recurso contra decisão do Supremo que proibiu prefeitura de recolher livros na Bienal

Pedro França/Agência SenadoPedro França/Agência Senado

atualizado 08/09/2019 22:17

Após toda repercussão sobre as ações da Prefeitura do Rio de Janeiro na busca de livros na Biena, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) usou as redes sociais para negar que suas ordens refletem censura ou homofobia. “Não é censura nem homofobia como muitos pensam. A questão envolvendo os gibis na Bienal tem um objetivo bem claro: cumprir o que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. Queremos, apenas, preservar nossas crianças, lutar em defesa das famílias brasileiras e cumprir a Lei”, disse o prefeito em vídeo.

O prefeito acusou a imprensa de manipular a informação e usar a “militância de esquerda para fins meramente políticos”.

“Não é censura nem, tampouco homofobia. Claro que existe um setor da imprensa que manipula a informação e usa a militância de esquerda para fins meramente políticos.

Após guerra de liminares, as fiscalizações da Prefeitura foram barradas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por decisão de dois ministros. Provocados pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o presidente da Corte, Dias Toffoli, e o ministro Gilmar Mendes espediram decisões barrando ações ordenadas pelo prefeito e considerando a decisão inconstitucional. Crivella informou que recorreu das decisões por meio de embargos de declaração.

“Impetramos embargos de declaração para que suas excelências nos esclareçam e orientem como cumprir a sentença sem contrariar o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente, que impõe embalagem específica a esse tipo de publicação”, disse, referindo-se ao gibi da série Os Vingadores, que exibe um beijo gay entre dois personagens.

Últimas notícias