Conselho de Ética inverte pauta e Bessa ganha tempo

Deputado é acusado de agredir subsecretário do GDF em sessão na Câmara. Decisão sobre relator ficou para semana que vem

Geovanna Bembom/MetrópolesGeovanna Bembom/Metrópoles

atualizado 20/06/2018 20:13

A instauração do 3º processo contra o deputado federal Laerte Bessa (PR-DF) no Conselho de Ética da Câmara vai se arrastar por, pelo menos, mais uma semana. Em sessão desta quarta-feira (20/6), o presidente do colegiado, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), inverteu a pauta e deixou o sorteio da lista tríplice de relatores para o caso de Bessa como última atividade do dia.

Como prioridade, o conselho ouviu, durante toda a tarde, testemunhas do processo contra o deputado João Rodrigues (PSD-SC). Com o início da ordem do dia no plenário da Câmara, o Conselho de Ética precisou interromper a sessão. Assim, a instauração do processo contra Bessa ficou, a princípio, para a próxima quarta-feira (27 de junho).

O deputado é acusado pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) de ter agredido um subsecretário do GDF durante uma sessão na Câmara. Em 23 de maio, em debate sobre emendas para o Fundo Constitucional do DF, Bessa teria desferido um soco contra Edvaldo Dias da Silva, da Articulação Federal da Casa Civil do DF.

A agressão teria ocorrido após Silva apresentar um documento contrário a uma emenda defendida pelo deputado. Bessa quer deslocar mais recursos para Segurança Pública, mas segundo o GDF, a ideia do deputado pode deixar as áreas de Saúde e Educação desassistidas.

Essa é a segunda representação do PSB contra Laerte Bessa. Em 2016, o partido pediu a cassação dele após o deputado chamar o governador Rodrigo Rollemberg de “grande maconheiro”, “bandido” e “safado”. O processo foi arquivado.

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