Ciro bate boca em sabatina e reclama de perseguição a Lula

Tensão tomou conta de encontro marcado por embates entre candidato do PDT à Presidência e entrevistadores

VINÍCIUS SANTA ROSA/ESPECIAL PARA O METRÓPOLESVINÍCIUS SANTA ROSA/ESPECIAL PARA O METRÓPOLES

atualizado 05/09/2018 10:58

Bem ao estilo que lhe é característico, o presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes, elevou o tom durante a sabatina Estadão-Faap ao se indispor quanto à condução do encontro pela jornalista Eliane Cantanhêde e sair em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em dado momento, a conversa foi interrompida brevemente devido ao bate-boca entre ambos.

Quando a colunista do Grupo Estado atravessou a fala do candidato, o postulante ao Planalto reagiu e pontuou que não aceitava ser interrompido “no meio de respostas complexas para assuntos complexos”. “Não me leve a mal, estou respondendo”, disse o pedetista. A jornalista, por sua vez, retrucou de forma irônica ao lembrar o presidenciável que o formato do encontro não era de uma palestra, onde somente o convidado fala. “Se o senhor for dar uma aula de direito de duas horas, ficaremos todos assistindo sua palestra. Não é uma palestra”, disparou.

Climão #sabatinaestadaofaap

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Antes de os ânimos se acirrarem, o próprio Ciro tinha ignorado sucessivos pedidos de intervenção por parte dos entrevistadores escalados para o evento. A própria Eliane Cantanhêde tentou chamar a atenção do presidenciável ao levantar o dedo com a intenção de pedir licença para falar.

“A sentença que o [Lula] condenou é frágil. Também sou professor de direito”, disse Ciro. “Um minuto só. Estou falando de direito. Não estou falando de política. Sei que vocês são tudo tarado contra ele”, acrescentou o candidato do PDT à Presidência, sobrepondo-se aos interlocutores presentes.

Nos momentos em que conseguiu expor suas ideias, sem ser interrompido, Ciro disse lamentar a polarização política do país. Conforme entendimento do ex-prefeito do Ceará, o PT e o PSDB se afundaram na falta de um projeto. “O Brasil se dividiu entre coxinhas e mortadelas. Eu bem que gostaria que isso não fosse assim, mas tomo um lado, o lado dos mortadelas”, afirmou, em referência aos embates polarizados. Em relação a Jair Bolsonaro (PSL), Ciro disse que quem está alavancando o adversário na corrida presidencial é “o lado mais truculento da sociedade”. A respeito da própria campanha, o pedetista defendeu a mudança do modelo econômico em curso no país.

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