Brics: na sombra da Bolívia e Venezuela, Bolsonaro recebe Putin

Presidente brasileiro se reuniu com Xi Jinping, da China, e Narendra Modi, da Índia. Haverá encontro também com o colega sul-africano

André Borges/Especial para o MetrópolesAndré Borges/Especial para o Metrópoles

atualizado 14/11/2019 7:02

O presidente Jair Bolsonaro receberá no Palácio do Planalto, na tarde desta quinta-feira (14/11/2019), os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa. O objetivo é realizar encontros bilaterais, que serão encerrados no segundo dia da 11ª Cúpula do Brics — bloco de países de economia emergente.

O encontro de Bolsonaro e Putin, especialmente, deverá ter parte da conversa marcada pelas tensões na Bolívia – de onde o agora ex-presidente Evo Morales foi forçado a sair e partir para o México, que lhe concedeu asilo político – e na Venezuela, maior aliada da Rússia na região. A invasão de apoiadores do autoproclamado presidente venezuelano, Juan Guaidó, à embaixada venezuelana em Brasília, nesta quarta-feira (13/11/2019), provocou embaraços à diplomacia brasileira durante o primeiro dia dos Brics.

Antes das reuniões particulares com os líderes, haverá programação no Palácio do Itamaray. Às 9h15, está marcada a “foto de família” com os chefes de Estado. Das 9h30 às 10h25, será realizada a sessão fechada da cúpula, seguida pela sessão plenária, das 10h40 às 11h45.

Ao meio-dia, será iniciado um debate dos mandatários dos países do grupo com o Conselho Empresarial do Brics e o Novo Banco de Desenvolvimento. A programação se estende até as 12h40 e é finalizada com um almoço oferecido por Bolsonaro no mesmo local.

Bilaterais
Na quarta-feira (13/11/2019), primeiro dia de reunião de Brics, Bolsonaro havia recebido o presidente da China, Xi Jinping, no Itamaraty.

Ambos os chefes de Estado deram declarações no sentido de ampliar a relação comercial dos países. Também foram assinados acordos bilaterais.

Bolsonaro se encontrou ainda com o primeiro ministro da Índia, Narendra Modi, no Planalto. O mandatário do Brasil confirmou sua ida ao país asiático em janeiro de 2020, para celebração do Dia da República.

Enquanto Bolsonaro manifestou interesse em áreas como a de biocombustíveis e de ciência e tecnologia, Modi demonstrou entusiasmo em relação ao processamento de alimentos e agropecuária.

Fórum empresarial
Os cinco líderes da cúpula discursaram brevemente no encerramento do Fórum Empresarial do Brics, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, na noite do primeiro dia de encontro.

O chefe do Executivo nacional falou por cerca de cinco minutos sobre a abertura do mercado brasileiro, destacando a recuperação da confiança do país no exterior.

Alinhados com a ideia de cooperação, os demais chefes de Estado falaram sobre a possibilidade de novas negociações comerciais e de investimentos.
“Quero dizer aos senhores que o Brasil mudou. O Brasil começou a abrir o seu mercado para o mundo. Com medidas concretas, cada vez mais nós recuperamos a confiança do mundo”, declarou o chefe do Executivo brasileiro.

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