Bolsonaro sobre PSL: “Não quero tomar partido de ninguém”

O mandatário do país reforçou pedido para haver transparência nas contas da legenda e afirmou não ter mágoa do dirigente da sigla

JP Rodrigues/MetrópolesJP Rodrigues/Metrópoles

atualizado 16/10/2019 10:21

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), negou que queira tomar o PSL das mãos do dirigente nacional da sigla, deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE). No entanto, reforçou desejo de ter transparência nas contas da legenda.

“O partido tem que fazer a coisa que tem de ser feita. Normal, não tem de esconder nada. Não quero tomar partido de ninguém. Agora, transparência faz parte. O dinheiro é público”, pontuou o mandatário do país ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta quarta-feira (16/10/2019). O chefe do Executivo fez referência à parcela do fundo partidário recebida pelo PSL: “R$ 8 milhões por mês”.

Bolsonaro demonstrou irritação com as notícias da crise dentro da sigla e apelou para que as contas sejam abertas. “Não estou falando nada do PSL. Zero! O tempo todo fofoca que estou elegendo traidores pra lá, traidores pra cá”, reclamou.

“O presidente falou em transparência. Falei, sim, em transparência. Então, vamos mostrar as contas e não ficar a ler notícias por aí”, comentou. O titular do Planalto garantiu ainda que não guarda mágoa de ninguém, ao ser questionado sobre Luciano Bivar. “O partido está com a oportunidade de se unir à transparência. Não tem nem o lado A nem o lado B”, afirmou.

Bolsonaro evitou falar sobre uma possível saída de Bivar do PSL. “Não tenho mágoa com ninguém”, frisou. “Devo ao partido, sim, a minha eleição”, completou o presidente, procurando se afastar das considerações de que poderia ter ido para outras legendas na época.

“Sei que havia outros partidos à disposição também, mas a briga não é essa. É por transparência, mostrar para onde está indo o dinheiro”, finalizou.