Bolsonaro: “Quero argentino como turista no Brasil, não refugiado”

Presidente pediu a empresários que apoiem reeleição de Mauricio Macri para evitar a volta da esquerda ao poder

JP Rodrigues/MetrópolesJP Rodrigues/Metrópoles

atualizado 21/08/2019 13:28

Ao discursar para uma plateia de empresários do setor de produção de aço, nesta quarta-feira (21/08/2019), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) pediu aos presentes apoio para o mandatário argentino, Mauricio Macri. O político, que disputa a reeleição, perdeu as eleições primárias no início deste mês para a chapa encabeçada por Alberto Fernández, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner.

Segundo Bolsonaro, os empresários devem contribuir para evitar que a esquerda volte ao poder no país vizinho. “Só o fato de as primárias terem dado uma margem muito grande para a oposição da Argentina, o mercado reagiu imediatamente. Eu acredito que possa ser revertida essa questão”, frisou.

“Todos os senhores aqui, quem puder colaborar, peço que ajudem nesse sentido. Não estamos apoiando o Macri. Nós queremos é que aquela velha esquerda não volte ao poder. E se o caminho for apoiar o Macri, que seja apoio ao Macri, como tenho feito discretamente e apelando a todos”, enfatizou.

O chefe do Executivo nacional informou aos empresários que a questão da economia está bem encaminhada no governo, mas que tudo pode ser afetado por uma crise no país vizinho. “Quero o argentino no Brasil como turista e não como refugiado”, sinalizou o presidente.

“Estive lá algumas vezes, logicamente, com interesse político também, mas dentro da Argentina eu não ia tomar uma posição como se fosse o cabo eleitoral do Macri ou da oposição”, destacou. “Não podemos achar que estamos isolados do mundo. As minhas idas a Israel, ao Japão e aos Estados Unidos, conversas com o Trump [Donald Trump], algumas reservadas, obviamente, estão no andamento no sentido de nos aproximarmos das melhores economias do mundo. Não é que vamos afastar aqui dos países da América Latina, mas vamos dar a devida importância”, acrescentou.

Bolsonaro indicou que tem mantido conversas até com o presidente da Bolívia, Evo Morales, mas que não vê diálogo com o candidato favorito na Argentina e citou que Cristina Kirchner esteve visitando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na prisão.

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