Bolsonaro promete indulto para policiais presos “injustamente”

Afirmação foi feita depois que o ministro do GSI, Augusto Heleno, criticou as “saidinhas” de Suzane von Richthofen da prisão

Andre Borges/Especial para o MetrópolesAndre Borges/Especial para o Metrópoles

atualizado 29/08/2019 21:23

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) prometeu na noite desta quinta-feira (29/08/2019) assinar indulto no fim do ano para policiais que ele considera terem sido presos injustamente.

“Tem caso aí que todo mundo sabe. Tem que ter coragem de usar a caneta… a caneta Compactor. Não é mais Bic, não, porque a Bic é francesa”, ironizou, durante transmissão ao vivo no Facebook. A brincadeira sobre a caneta tem a ver com os recentes atritos com o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre as queimadas na Amazônia.

A afirmação veio depois que o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, criticou as “saidinhas” da prisão de Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais.

“Depois que a moça, a jovem mata o pai e a mãe e tem direito a saidinha no Dia dos Pais e no Dia das Mães, tem que parar para pensar, tem alguma coisa errada”, disparou Heleno.

Segundo o presidente, há agentes de segurança pública que foram presos por pressão da mídia. “Vou escolher alguns caras, colegas policiais que estão presos injustamente pelo Brasil. Todos por pressão da mídia. Presos por pressão da mídia”, disse.“Espero que o pessoal me abasteça de nomes, para a gente analisar. E esses sim botar na rua”, finalizou o presidente.

Retaguarda jurídica
Bolsonaro voltou a falar de um um projeto que vai garantir “retaguarda jurídica” para agentes de segurança, que está em discussão no Ministério da Segurança Pública e no Ministério da Defesa. Segundo o presidente, o projeto ainda não foi levado ao Congresso porque a prioridade é o pacote anticrime do ministro Sergio Moro.

“Alguns estão me atacando aí, dizendo que é um projeto ‘carta branca para matar’. Para esse idiota, esse imbecil aí… é carta branca para o policial não morrer”, afirmou.

Ao falar sobre legítima defesa, tratada no pacote de Moro, Bolsonaro defendeu mais uma vez o cunhado da apresentadora Ana Hickmann, que matou a tiros um homem que a fez refém em um hotel em Belo Horizonte (MG).

“Ele tinha que dar 30 tiros e ganhar uma medalha de ouro, 20 de prata e 10 de bronze”, disparou o presidente. “O Ministério Público de Minas Gerais recorre, e ele está vivendo esse inferno, pode ser condenado. É inacreditável não se ter arquivado esse processo há muito tempo. Que zelo é esse do MP?”, questionou.

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