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O presidente eleito, Jair Bolsonaro, recusou-se a responder às perguntas da reportagem ao embarcar nesta sexta-feira (02/02), em Itacuruçá (RJ), para um passeio de barco com a família pela Restinga de Marambaia. Trata-se de uma área de reserva da Marinha, em Mangaratiba, município do litoral sul do Rio.

Bolsonaro estava acompanhado da mulher, Michelle, da filha mais nova e do filho Carlos Bolsonaro, entre outros familiares, amigos e seguranças da Polícia Federal. Foi recebido por oficiais da Marinha, posou para fotos com eleitores e autorizou o embarque de um cinegrafista de TV em um barco de apoio.

Desde a manhã desta sexta, Bolsonaro e sua equipe dão sinais de que vão restringir os contatos com a imprensa. Logo cedo, pelo Twitter, o presidente eleito disse “desautorizar” declarações de qualquer grupo intitulado “equipe do Bolsonaro”.

Citou diretamente os temas de previdência e CPMF, motivos de divergências entre membros da equipe econômica e seus assessores mais próximo da área política. Antes de embarcar, ele interagiu cerca de cinco minutos com dezenas de pessoas que correram para o deck e ignorou todas as perguntas.

Mais cedo, ao sair de uma reunião na casa de Bolsonaro, o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, recusou-se a responder à maior parte das questões. Ele informou apenas que havia aprovado os nomes da equipe de transição e confirmou a agenda do novo presidente em Brasília na próxima semana.

Segundo Lorenzoni, Bolsonaro só voltará a falar na quarta-feira, em Brasília, após encontro com o presidente Michel Temer. Perguntado se havia sido baixada uma lei do silêncio, Onyx negou, mas avisou que os contatos com jornalistas serão mais restritos.

A reportagem perguntou à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, se eles pretendem retornar hoje da restinga. Ela não respondeu, mas policiais do Batalhão de Choque que fazem a escolta do presidente eleito informaram que foram orientados a permanecer em Itacuruçá.