Bolsonaro nega que R$ 1 bi em emendas tenha a ver com a Previdência

O presidente voltou a criticar a mídia, dizendo que a liberação de verbas anunciada na segunda é "obrigação constitucional"

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 12/03/2019 11:22

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), negou que a liberação de R$ 1 bilhão em emendas para parlamentares tenha relação com a reforma da Previdência. Segundo o capitão da reserva, trata-se de um rito obrigatório.

“Seguimos o rito constitucional e obrigatório do Orçamento Impositivo, onde é obrigatório a liberação anual de emendas parlamentares”, disse o presidente.

Segundo Bolsonaro, em publicação na sua conta no Twitter, a mídia está errada ao relacionar a liberação de emendas com a tramitação da reforma. “Informo que não há verbas sendo liberadas para aprovação da Nova Previdência como veículos de informação vem divulgando”, destacou.

A liberação dos valores foi divulgada na noite da última segunda-feira (11/2), logo após líderes partidários se reunirem na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), para tratar do tema. No encontro, ficou definido que a Previdência será votada apenas depois da entrega do projeto de reforma das aposentadorias militares.

O encontro aconteceu um dia depois de Maia se reunir, fora da agenda, com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), durante o fim de semana. Do encontro, resultou uma estratégia para que os deputados se sintam mais “contemplados” pelo governo, envolvendo da negociação de cargos de segundo e terceiro escalões nas estruturas do governo a reuniões com parlamentares no Palácio do Planalto.

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