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O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), impôs uma “lei do silêncio” ao seu vice, general Hamilton Mourão. A recomendação é para que o militar adote uma postura mais discreta e deixe que Bolsonaro seja o centro das atenções, sendo o único porta-voz do futuro governo. As informações são do jornal O Globo.

Além da trava verbal, informa a reportagem, o general da reserva não deverá ter espaço para atuar no governo. “Pelo desenho atual da estrutura, a vice-presidência não terá nenhuma secretaria subordinada ou atribuição predefinida. Após a vitória em segundo turno, chegou-se a especular que Mourão teria um papel de ‘gerente’ do governo, coordenando os ministérios. Porém, a recomendação é que o vice só responda às demandas específicas de Bolsonaro, quando for solicitado”, diz o jornal.

Segundo O Globo, o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente eleito, foi o integrante do grupo que teria reagido mal ao vice e suas declarações aos jornalistas. Carlos disse por meio das redes sociais, sem citar nomes, que a morte de Bolsonaro “não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. Principalmente após sua posse.” Ao ser questionado pelo jornal se a mensagem havia sido uma indireta, Mourão se irritou e disse que caberia a Carlos esclarecer a sua mensagem.