Bolsonaro diz que tiros em ônibus partiram dos próprios petistas

Além, disso o deputado ironizou a prisão de Lula afirmando: "Ele não gosta tanto de cana, vai levar cana"

CASSIANO ROSÁRIO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃOCASSIANO ROSÁRIO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO

atualizado 29/03/2018 9:29

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), pré-candidato à Presidência, negou que tenha incentivado ataques à caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sugeriu que os tiros que atingiram dois ônibus da comitiva, anteontem, no interior do Paraná, teriam partido dos próprios petistas.

“É tudo mentira. Está na cara que alguém deles deu os tiros. A perícia deverá ficar pronta entre hoje (ontem) e amanhã (hoje) e vai apontar a verdade”, disse o deputado no fim do dia, em Ponta Grossa (PR).

Bolsonaro também ironizou a possibilidade de prisão de Lula, condenado em segunda instância na Lava Jato. “Não quero ele na cadeia. Quero ele em cana. Ele não gosta tanto de cana, vai levar cana.”

O pré-candidato foi carregado nos braços pelos manifestantes da área de desembarque, quando chegou ao aeroporto, até o carro de som que o aguardava do lado de fora. Durante este trajeto, ele recebeu um boneco do ex-presidente, contra o qual ele simulou agressões.

No início da noite, cerca de 200 manifestantes contrários à presença de Lula em Curitiba realizaram um protesto pelas ruas da cidade. O grupo caminhou até encontrar uma barreira policial ao lado da Praça Santos Andrade, onde o ex-presidente Lula faria o seu discurso.

A maior parte do grupo, formado por pessoas ligadas a grupos como Movimento Brasil Livre (MBL), Endireita Paraná e Amigos da Lava Jato, se dispersou antes mesmo do início do discurso de Lula. Cerca de 50 pessoas permaneceram no local gritando palavras de ordem como “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”. Uma bandeira do PT foi queimada.

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