Alvaro Dias quer priorizar pacote de Moro: “Previdência não é milagre”

Senador acredita que a aprovação da Previdência é necessária, mas não o suficiente. Ele afirma que “o povo” preza pelo combate à corrupção

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 25/03/2019 18:56

O Podemos realizou uma reunião nesta segunda-feira (25/3) com os principais líderes do partido para fazer um “planejamento estratégico” de ação do partido no Parlamento. No evento, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) defendeu que o pacote anticrime, proposto pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, deve ter prioridade no Congresso Nacional. Para ele, a reforma da Previdência é necessária, no entanto, não é suficiente para acabar com os problemas do país.

“Creio que cabe aqui afirmar que nós não podemos ficar restritos à reforma da Previdência. Ela é necessária, no entanto, não é suficiente. Não vamos iludir a população que a reforma é um milagre”, disse o senador.

Defendendo que o pacote anticrime seja preferência da sigla na Câmara dos Deputados, Alvaro Dias afirmou que “isso foi o que o povo brasileiro desejou quando votou” nas últimas eleições.

Segundo o senador, o pacote anticorrupção também faz parte da agenda econômica. “Não há razão para dispensá-ló”, disse.

O político também falou sobre a necessidade de aprovar a proposta que pede o fim do foro privilegiado. Ele citou a prisão do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro de Minas e Energia Moreira Franco para defender a aprovação do projeto.

“Não há necessidade de buscarmos argumentos para sustentar a necessidade da aprovação de um projeto que acaba com o foro. Não existe instrumento mais adequado para o protagonismo do Legislativo do que aprovar essa medida”, pontuou Alvaro Dias.

Crise no governo
A reforma da Previdência tem sido a protagonista da mais recente crise interna do governo. O final de semana foi marcado por uma troca de farpas entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Por meio de críticas mútuas em entrevistas e redes sociais, os políticos esquentaram ainda mais o clima no Executivo. O democrata chegou a afirmar que Bolsonaro precisa deixar o Twitter de lado e se empenhar para melhorar a vida da população.

Isso acontece porque Rodrigo Maia ficou irritado ao ser pressionado, por Sergio Moro, a dar preferência ao pacote anticorrupção. A situação se agravou quando ofensas foram proferidas a ele pelo filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Maia chegou a ligar para o ministro da Economia, Paulo Guedes, para dizer que deixaria a articulação da reforma no Congresso. No Chile, Bolsonaro declarou que não fez nada que justificasse a posição do democrata.

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