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Um bate-boca num grupo de WhatsApp batizado de “Bancada PSL 2019”, travado na madrugada desta quinta-feira (6/12), expõe intrigas, disputas de poder e a desconexão nas relações de atuais congressistas do partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, com futuros parlamentares da sigla. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, a deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) ganhou a antipatia de alguns colegas do partido ao tentar impor-se como liderança nas articulações do governo próximo governo.

A deputada, por sua vez, acusa o partido de ter articulação política “abaixo da linha da miséria” e se coloca na posição de quem está fazendo o trabalho para melhorar o diálogo.

A fala provocou reação de outros integrantes, como o deputado federal e senador eleito, Major Olímpio (SP), que, em tom ameno, questionou a parlamentar sobre suas declarações à imprensa de que poderá ser a líder do governo na Câmara.

Em um trecho, major Olímpio diz: “O presidente se reuniu comigo e com o delegado Waldir por sermos veteranos, para ajustarmos a interlocução na Câmara e no Senado (…) Nenhum de nós quatro pedimos articulador para nos representar, ao contrário, se assim acontecer, será desconsideração conosco”.

“Tanto Waldir quanto eu recebemos as orientações do presidente que deixou bem claro que não tem nada definido para liderança de nada e que o partido lutasse pelos espaços”, disse o senador eleito.

Joice então retrucou, citando até “disputas de espaço pouco republicanas” que estariam em curso no PSL. “Não vou jogar fora a interlocução que tenho, que construí muito antes de ser candidata, por vaidades, ou disputas de espaço pouco republicanas. Comigo é de forma clara, como tenho feito com vocês. Qualquer dúvida podem me procurar no privado. Nossa articulação oficial na Câmara e no Senado, repito, está abaixo da linha da miséria”, escreveu a futura deputada.