“AI-5 o caralho”, diz Olavo sobre polêmica de Eduardo Bolsonaro

Escritor ironizou, contudo, críticas ao deputado que, na sua opinião, "aludiu a simples possibilidade histórica"

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atualizado 02/11/2019 12:45

“AI-5 o caralho”, escreveu o escritor Olavo de Carvalho neste sábado (02/11/2019) sobre a polêmica declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) a respeito da possibilidade de a medida ser instituída para conter “eventual radicalização da esquerda“.

AI-5 foi um ato institucional que marcou o recrudescimento da ditadura militar no fim dos anos 1960. A principal consequência direta da determinação foi o fechamento, por mais de um ano, do Congresso. Além disso, supostos opositores do regime foram julgados de forma conjunta pelos militares.

Para Olavo, “criminosos têm de ser investigados e punidos, um a um, pelos delitos que cometeram individualmente”. “Punição coletiva é ideia de jerico. Já foi em 1968 e hoje seria mais ainda”, declarou.

Apesar disso, Olavo aproveitou para contemporizar a fala do seu aluno e filho do presidente. Segundo ele, Eduardo aludiu “a uma simples possibilidade histórica” e reagiu às críticas da oposição à fala do deputado. Há pedidos, inclusive, para que ele seja cassado.

“Quando o Eduardo Bolsonaro alude a uma simples possibilidade histórica, é crime, mas quando esquerdistas ameaçam explicitamente cometer genocídios, é a coisa mais inocente do mundo”, ironizou, sem citar quem teria feito tais ameaças e em que contexto.

“Na América Latina e no resto do mundo, NINGUÉM jamais concorreu com a esquerda em sanha genocida e sede de sangue. Ninguém na porra do Congresso sabe disso? São todos menininhos sem instrução?”, escreveu ele.

A polêmica declaração de Eduardo causou intensa repercussão, inclusive do pai dele, o presidente Jair Bolsonaro (PSL).  “AI-5, no passado, existia outra Constituição. Esquece isso. Não existe mais. Quem quer que seja que fale em AI-5 está sonhando. Está sonhando. Não quero nem ter notícia disso daí”, afirmou.

A fala resultou em diversos repúdios públicos de personalidades como o presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e de uma série de parlamentares e partidos.

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