Policiais penais federais anunciam paralisação por tempo indeterminado

Segundo a categoria, não haverá atendimento de advogados, visitas e banho de sol para os custodiados

atualizado 18/05/2022 17:29

Policial penal de costas segurando armaSeap/DF

A Federação Nacional dos Policiais Penais Federais aprovou paralisação a partir desta quarta-feira (18/5). A medida visa pressionar o governo a regulamentar melhores condições de trabalho para a categoria.

Segundo a entidade, não haverá atendimento de advogados, visitas e banho de sol para os custodiados.

“Além disso, há o risco concreto de entrega de cargos e chefias dos gestores em todo país”, informa a categoria, em nota.

Os profissionais do segmento manifestaram-se contra a atual proposta de regulamentação, pois avaliam que ocasionará perda real no salários dos servidores policiais.

“Essa decisão do governo é terrível para a vida dos nossos policiais, uma vez que transformaria em uma espécie de ‘subpolícia’, desvalorizando uma instituição policial”, frisa o texto.

Entenda o caso

Policiais federais tentam pressionar o governo a atender às demandas das forças policiais da União, como reestruturação da carreira e reajuste salarial.

Os agentes também alegam que o sindicato da categoria não está tendo acesso a informações do Ministério da Economia para identificar dados sobre o processo de reestruturação e recomposição das carreiras e sobre os critérios do plano de reestruturação.

A carreira de policial penal foi criada em 2019 pela Emenda Constitucional nº 104, no lugar do antigo cargo de agente penitenciário.

Em tese, os profissionais passariam a ser enquadrados nas mesmas especificidades das atividades de segurança pública, como assumir o cargo apenas por concurso público e receber os mesmos benefícios que os outros policiais, inclusive aposentadoria diferenciada.

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