Polícia prende golpistas que prometiam transformar papel em dinheiro

Organização criminosa prometia transformar papel em dinheiro como em passe de mágica; vítima de Goiás teve prejuízo de R$ 200 mil

atualizado 28/10/2021 18:47

goias dinheiro negroDivulgação/PCGO

Goiânia – Um grupo especializado em falsificação de dinheiro foi desmontado pela Polícia Civil de Goiás, com apoio da Polícia Civil de São Paulo. A operação, deflagrada na capital paulista, tinha como foco uma associação criminosa internacional voltada para a prática de estelionatos de grande porte. Duas pessoas foram presas.

A operação ocorreu na quarta-feira (27/10), em São Paulo. De acordo com a PCGO, o grupo é especializado na prática de um golpe conhecido internacionalmente. Conforme explicação da corporação, os criminosos simulavam ter o conhecimento necessário para transformar papel comum – até então branco ou preto – em dinheiro vivo, através de processos químicos de pigmentação por contato.

“Alquimia”

As vítimas acompanhavam o processo e acreditavam que, de fato, o papel comum tinha sido transformado em dinheiro vivo. Mas, na verdade, tratava-se apenas de um golpe. Um recipiente onde estariam as folhas de papel comum era trocado por uma embalagem onde estava dinheiro de verdade.

Daí, o dinheiro era exibido aos “investidores”. Acreditando na história, as vítimas aceitavam trocar parte de seus bens em estabelecimentos comerciais pelo investimento vindo desse processo de multiplicação de valores.

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Prejuízos

Segundo a polícia, os criminosos são do continente africano. Mais de 10 mandados foram expedidos e, ao longo da operação, dois camaroneses foram presos. Ainda segundo a corporação, foram recolhidos milhares de reais em notas falsas na casa dos suspeitos.

De acordo com a PCGO, os suspeitos prometiam para as vítimas que, para que a transformação do papel em dinheiro fosse bem-sucedido, era necessário ter acesso a dinheiro real das vítimas. Com isso, quando elas entregavam os recursos, os estelionatários tomavam posse dos valores e devolviam notas grosseiramente falsificadas e/ou papel comum em uma maleta.

O grupo dizia ainda que a maleta não podia ser aberta imediatamente. A explicação: em razão do suposto processo químico para a transformação da nota, a mala deveria ficar fechada. Porém, tempos depois, quando a vítima abria o objeto, descobria que tinha sido vítima de uma fraude.

Ao longo das investigações, foi possível detectar que o grupo movimentou volumes milionários de dinheiro. Somente uma das vítimas, em Goiás, teve prejuízo patrimonial estimado em R$ 200 mil.

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