Polícia do Rio prende médico que fazia cirurgias em clínica sem alvará

Durante a ação, o suspeito ofereceu R$ 50 mil a um dos agentes e acabou autuado também por corrupção ativa

atualizado 22/03/2021 14:06

Rio de Janeiro – Policiais civis da Delegacia do Consumidor (Decon) prenderam, na Vila da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, um médico que realizava procedimentos cirúrgicos sem alvará e sem condições sanitárias.

Durante a ação, ele ofereceu R$ 50 mil a um dos agentes e acabou autuado também por corrupção ativa. A ação, que ocorreu nesta sexta-feira (19/03), marcou o último dia da Operação Semana do Consumidor.

No consultório, que funcionava em uma sala de um shopping center, havia duas pacientes passando por intervenções cirúrgicas e outras oito aguardando atendimento. Para garantir a segurança das mulheres, a Decon precisou solicitar que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) fizesse a remoção para hospitais da região.

Entre os procedimentos realizados de forma irregular no consultório, estavam lipoaspiração e hidrolipo. O preso também administrava anestésicos às pacientes.

Balanço das ações

As ações da Semana do Consumidor ocorreram desde a última segunda-feira (15/3), quando a Decon fechou uma distribuidora de alimentos e laticínios em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

No local, foram encontrados centenas de produtos impróprios para consumo, como leite, manteiga e iogurte. Todas as mercadorias precisaram ser inutilizadas para não haver risco de chegarem aos clientes. Um homem foi preso.

Em mercado de Higienópolis e em um açougue de Cascadura, ambos na zona norte, mais de 200 quilos de mercadorias foram inutilizados. Uma clínica odontológica clandestina também foi alvo da delegacia.

O consultório, em Magalhães Bastos, zona oeste, era um laboratório de próteses sem qualquer tipo de condições sanitárias em que também eram feitos atendimentos clínicos. O responsável pelo local foi preso em flagrante por exercício irregular da medicina e por crime contra o consumidor.

Falsos médicos foram autuados em Duque de Caxias. Sete optometristas — profissionais responsáveis pela avaliação primária da saúde visual — desempenhavam irregularmente o trabalho de oftalmologistas.

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