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A morte de Nego, o cachorro da ex-presidente Dilma Rousseff, virou caso de polícia. Em 2016, em função de uma doença crônica, o labrador foi eutanasiado. Após alegar ter recebido denúncias de que o animal sofria maus-tratos, o presidente da Frente de Proteção aos Direitos dos Animais na Câmara, deputado Ricardo Izar (PP-SP), decidiu cobrar explicações da petista.

Na terça-feira (7/11), o parlamentar foi chamado para depor na Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema). Ele afirmou que, na época do impeachment, recebeu diversos relatos de que Nego estava praticamente sem cuidados.

Izar teria cobrado explicações do Palácio do Planalto para obter uma resposta, mas não foi atendido. Resolveu, então, registrar a denúncia na Procuradoria-Geral da República (PGR). Como Dilma teve seu mandato impedido, a solicitação foi encaminhada para a Justiça Federal de Brasília, que ordenou a investigação.

De acordo com o chefe da Dema, delegado Vitor de Mello Duarte, as investigações preliminares apontam que Nego ficou aos cuidados de alguém que trabalhava com Dilma, no Palácio do Planalto. “Alguém da guarda presidencial ficou responsável pelo animal quando ela se mudou para Curitiba”, disse o delegado.

Caso seja necessário, a presidente Dilma Rousseff poderá ser ouvida para esclarecer os fatos"
Delegado Vítor de Mello, chefe da Dema

O que diz a ex-presidente?
Em setembro do ano passado, diante das acusações públicas de abandono e maus-tratos, Dilma divulgou nota oficial em seu blog pessoal. No texto, reafirmou que o animal foi acometido por mielopatia degenerativa canina, doença crônica que causava sofrimento, segundo diagnóstico veterinário.

Dilma ganhou Nego de presente do ex-ministro José Dirceu. Ele ficou sob os cuidados da ex-chefe do Executivo dos 3 aos 15 anos. “Sob cuidados e orientação do médico-veterinário, Dilma prolongou ao máximo que pôde o conforto e as necessidades de Nego. O médico recomendou que fosse abreviado o sofrimento do cão”, diz o texto.

 

 

 

 

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