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Polícia

PF faz megaoperação contra grupo que comercializava "gatonet"

Eles são responsáveis pela venda, em todo território nacional, de mais de 90 mil receptores para captar sinal de TV paga nos últimos 5 anos

19/09/2017 08:55, atualizado 19/09/2017 09:26
Reprodução
PF faz megaoperação contra grupo que comercializava “gatonet”

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19/9) a Operação Satelles, com o objetivo de reprimir o comércio e a operação de receptores de TV via satélite. A ação, realizada em conjunto com a Receita Federal, investiga os crimes de contrabando e descaminho, lavagem de dinheiro e ocultação de bens, associação criminosa, estelionato (fraudes para obtenção irregular de acessos a sinais televisivos pagos), além de sonegação fiscal.

Os grupos criminosos investigados – dois deles baseados em Porto Alegre e um terceiro em Ciudad del Este, no Paraguai – foram responsáveis pela comercialização, em todo o território nacional, de mais de 90 mil receptores, conhecidos como “gatonet”, nos últimos cinco anos.

O equipamento para captar o sinal é comercializado também em locais como a Feira dos Importados, no Distrito Federal, por preços que variam entre R$ 300 e R$ 500, além de uma mensalidade que pode chegar a R$ 30 para manter o serviço.

Nesse mesmo período, esses grupos movimentaram mais de R$ 35 milhões de origem ilícita em contas bancárias pessoais e de terceiros. São cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e cinco conduções coercitivas, além de 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal de Porto Alegre.

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Também foi determinado o sequestro de 13 imóveis e sete veículos. O patrimônio do grupo é avaliado em cerca de R$ 4 milhões. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras vinculadas aos investigados. Além do congelamento dos domínios de internet utilizados pelos suspeitos e sites usados para a comercialização, em todo o Brasil, dos produtos eletrônicos contrabandeados.

Participam da operação mais de 70 policiais federais, além de servidores da Receita Federal e fiscais da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).