PF abre inquérito para apurar ataque hacker a presidente da Caixa

Pedro Guimarães afirma que foram vazadas informações como telefones e placas de carro. Ele também informou que a família foi ameaçada

atualizado 23/07/2020 16:16

Presidente da Caixa, Pedro Guimarães concede entrevista ao MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

Um inquérito aberto pela Polícia Federal vai investigar invasão ao celular do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. No último domingo (19/7), o presidente do banco disparou mensagens para seus contatos afirmando ter sido hackeado e, que por isso, iria parar de usar o atual número de telefone.

Guimarães também relatou em entrevista ao Metrópoles: “Me roubaram dados que não eram da Caixa, mas meus. Vazaram todos os dados da minha vida, inclusive de apartamentos de onde saí há 25 anos, placas de carro”.

Fraude no auxílio emergencial

Pedro Guimarães revelou na sexta-feira (17/7) que hackers roubaram dinheiro de alguns beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600.

Na terça-feira (21/7) o presidente da Caixa afirmou que cerca de 5% do total de beneficiários foram bloqueados pelo banco, o que equivale a 3,1 milhões de pessoas.A medida foi tomada contra a ação de supostos hackers.

A brecha, de acordo com Guimarães, teria sido aberta pois o banco autorizou que um mesmo celular fizesse mais de um cadastro.

Entrevista ao Metrópoles

Em entrevista aos jornalistas Tácio Loran e Raphael Veleda, o presidente do banco afirmou:  “Esse ataque não me abala, só mostra que estamos no caminho certo”.

“Os hackers estão roubando dos mais carentes num momento de pandemia, é inaceitável”, relatou Guimarães.

Sobre a punição para os hackers, Guimarães afirma: “Vai dar cadeia, e é por isso que vieram tão forte pra cima de mim e da minha família.  O que eles fizeram comigo é o que fazem com outras pessoas, mas pessoas carentes, que precisam do auxílio”.

 

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