*
 

O presidente Michel Temer (PMDB) oficializou na tarde desta quarta-feira (8/11) a nomeação do delegado de carreira Fernando Segóvia para diretor-geral da Polícia Federal. Ele substitui no cargo o também delegado Leandro Daiello. Segóvia foi ao gabinete do presidente acompanhado do ministro da Justiça, Torquato Jardim, a quem a PF é subordinada.

Um novo nome para a diretoria-geral da PF já era negociado desde maio, quando o ministro da Justiça, Torquato Jardim, assumiu a pasta. Alegando estar cansado, o ex-diretor-geral da PF – que é responsável pelas principais investigações de combate à corrupção no país – pôs o cargo à disposição e disse que iria se aposentar. O governo assumiu o compromisso de não haver nenhuma mudança e interferência nos rumos da Operação Lava Jato.

A pressão do PMDB sobre o ministro Torquato Jardim para que trocasse o comando da pasta se intensificou desde a deflagração da Operação Tesouro Perdido, em 5 de setembro, que descobriu o “bunker” dos R$ 51 milhões atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Além disso, o Palácio do Planalto também não escondeu a irritação com o “vazamento” de um relatório da Polícia Federal sobre o chamado “quadrilhão do PMDB”, que embasou a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, enterrada em votação na Câmara Federal.

O Planalto chegou a cogitar para o comando da PF Rogério Galloro. No entanto, ele assume a diretoria Américas da Interpol, depois de obter 137 dos 140 votos dos países membros da entidade, em votação em Pequim, na China, há três semanas.

Fronteiras
Segóvia tem larga experiência em inteligência de fronteiras, questão considerada prioritária pelo governo no combate ao crime organizado. Ele foi também adido da PF na África do Sul e superintendente regional no Maranhão. Formou-se em direito na Universidade de Brasília (UnB) e tem 22 anos de carreira.

 

 

 

 

COMENTE

Michel TemerPolícia FederalLeandro DaielloFernando Segóvia
comunicar erro à redação