Lava Jato: PF prende ex-deputado por desvio de dinheiro na Saúde do Rio

Operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira. Grupo chegou a oferecer vantagens indevidas ao Tribunal de Contas do estado

atualizado 14/05/2020 10:06

Ex-Deputado Paulo MeloFabio Motta/Estadão Conteúdo

A Polícia Federal (PF) cumpre mandados em mais uma fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (14/05), para combater uma organização criminosa que desviou R$ 3,9 milhões dos cofres públicos em compras superfaturadas na área da saúde.

Entre os presos, estão o ex-deputado estadual Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto, dono de empresas que tinham diversos contratos com os governos estadual, desde Sérgio Cabral a Wilson Witzel, e federal. Ele foi detido em Angra dos Reis (RJ).

No total, são cumpridos cinco mandados de prisão e 42 de busca e apreensão contra o grupo criminoso que praticou os crimes de peculato, lavagem de capital, organização criminosa, corrupção e evasão de dívidas.

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Os valores foram repassados a uma organização social (OS) pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES-RJ), para a administração de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“O desvio dos recursos se deu através de pagamentos superfaturados a uma empresa responsável pelo fornecimento de alimentação às unidades de saúde”, informou o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que participa de uma operação paralela. A PF e o MPRJ tem três alvos em comum, sendo uma pessoa física e duas jurídicas.

O grupo investigado chegou a realizar pagamentos de vantagens indevidas a conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCRJ).

De acordo com as investigações, a organização social recebeu, desde 2012, um montante superior a R$ 763 milhões do Fundo Estadual de Saúde do Rio de Janeiro para a gestão das unidades.

O ex-presidente da OS é apontado como o chefe da organização e contou com a ajuda de dois subordinados e dos responsáveis pela empresa fornecedora de alimentação às unidades de saúde e de outra empresa, que fornecia insumos hospitalares, para articular o esquema criminoso.

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