Planalto gastará R$ 4,2 mi com raio-X para segurança de Bolsonaro

Última compra do tipo ocorreu em 2016. Atualmente, estão disponíveis 23 aparelhos, mas alguns apresentaram falhas. Serão adquiridos 14 novos

atualizado 07/12/2019 15:05

Andre Borges/Esp. Metrópoles

A segurança pessoal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) será reforçada em 2020. A pouco mais de 20 dias para o fim do ano, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) iniciou uma licitação para comprar 14 escâneres de raio-X. Ao todo, o governo federal gastará R$ 4,2 milhões.

Pelo edital, será contratada uma empresa especializada para fornecimento de escâner de inspeção por raios-X dupla visão nos tamanhos 60cm x 40cm e 100cm x 100cm, para segurança nas dependências da Presidência da República. O pregão eletrônico ocorrerá em 18 de dezembro.

Segundo a Presidência, a compra é justificada pela necessidade de “controle de acesso de pessoas com pertences pessoais, como bolsas e mochilas, às diversas instalações”. Alguns dos 23 aparelhos disponíveis já apresentaram falhas, segundo relatos de fontes que trabalham no palácio.

Serão adquiridos 10 escâneres de 60cm x 40cm dual view ao custo de R$ 270,6 mil cada e quatro aparelhos de 100cm x 100cm orçados em R$ 397,2 mil. Após a escolha da empresa, os produtos devem ser entregues em até 180 dias.

“O emprego de equipamentos de inspeção de volumes por raios-X é essencial ao controle de acesso de pessoas com pertences pessoais (bolsas, mochilas, etc) às diversas instalações da Presidência da República. Também é empregado para a inspeção dos presentes e outros produtos destinados ao senhor presidente da República, vice-presidente e respectivos familiares”, destaca trecho do documento.

O quantitativo a ser licitado foi determinado em virtude da vida útil dos aparelhos anteriormente adquiridos, nos novos procedimentos de segurança a serem adotados nas instalações do Palácio do Planalto e também durante o embarque de pessoas e materiais nas viagens oficiais.

Os equipamentos a serem adquiridos não foram os únicos este ano. O Planalto obteve itens como armas, explosivos e materiais perfuro-cortantes.

“O objetivo é incrementar o nível de segurança das instalações e das autoridades tendo em vista a constante melhoria na utilização de aparelhos cada vez mais precisos e incisivos na identificação dos citados materiais durante as regulares medidas de inspeção realizadas pelos Agentes de Segurança do GSI”, destaca um dos documentos anexados no edital.

Última compra foi em 2016
Para entrar nas dependências do Palácio do Planalto, autoridades, visitantes e jornalistas são revistados e têm os pertences vistoriados pelos seguranças do GSI.

Os sistemas de raios-X disponíveis no palácio foram comprados em 2016, ainda na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na Secretaria de Segurança Presidencial, estão disponíveis 23 aparelhos.

Os equipamentos estão distribuídos na sede do Palácio do Planalto, nos anexos, no Palácio da Alvorada, na Secretaria de Segurança e na Coordenação Presidencial e Diretoria de Documentação Histórica.

O Metrópoles entrou em contato com o Palácio do Planalto e com o GSI. Em nota, os órgãos resumiram apenas que “o valor estimado total de R$ 4 milhões tem a possibilidade de ficar menor no montante final do processo licitatório”.

Reforço no caixa
Em outubro, o governo reforçou o caixa para a segurança institucional. O Ministério da Economia remanejou para os gabinetes da Presidência e da vice-Presidência R$ 10,4 milhões.

As estruturas que zelam pelo presidente Bolsonaro e pelo vice, general Hamilton Mourão (PRTB). O dinheiro extra será para a segurança institucional de familiares e de outras autoridades, além de verba para a implantação do Sistema de Proteção das Instalações Presidenciais.

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