PL marca reunião para decidir se Marinho disputará comando do Senado
Encontro será na quarta (4/11). Parte da oposição defende acordo entre Marinho e Tereza Cristina para evitar divisão e enfrentar Alcolumbre

O PL deve se reunir na próxima quarta-feira (4/11) para decidir se lançará Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado.
A expectativa é que o parlamentar anuncie, após o encontro, se será ou não candidato ao comando da Casa, em uma disputa que também envolve o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
A decisão será tomada em meio a discussões na oposição sobre a possibilidade de reunir forças em torno de uma candidatura única.
Interlocutores do grupo avaliam que Marinho e Tereza deveriam discutir quem teria mais condições de enfrentar Alcolumbre, em vez de dividir os votos dos senadores contrários à sua reeleição.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEssa avaliação leva em conta a dificuldade de construir uma candidatura competitiva diante das articulações do atual presidente do Senado, que já recebeu o apoio formal de legendas importantes na composição da Casa.
O senador já reuniu sinalizações do MDB, do PSD e do PT. Nessa terça (27/10), União Brasil e PP anunciaram apoio à reeleição de Alcolumbre.
Com a decisão das legendas, Tereza Cristina, filiada ao PP, ficou sem o respaldo das direções dos dois partidos para uma eventual candidatura.

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Ver todasTereza reagiu à manifestação ressaltando que a escolha do presidente do Senado cabe aos próprios senadores. A posição do PP não impede que ela se apresente como candidata, mas dificulta a construção de uma maioria em torno de seu nome.
Para uma ala do grupo, a prioridade deveria ser identificar qual nome teria maior capacidade de atrair votos de outras bancadas, inclusive de parlamentares que não fazem parte da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Sem esse entendimento, Rogério Marinho e Tereza Cristina poderiam disputar o apoio de um mesmo grupo de senadores, enquanto Davi Alcolumbre trabalha para ampliar sua base.
O novo Senado
A partir de fevereiro de 2027, o PL terá a maior bancada do Senado, com 29 dos 81 parlamentares. O PT terá dez senadores, seguido pelo MDB, com oito, e pelo PP, com seis.
União Brasil e Republicanos contarão com cinco nomes cada, enquanto PSD e PSB terão quatro cada. O Novo terá três senadores; PSDB e Podemos, dois cada; e PDT e Rede, um cada.
Somadas, as bancadas dos cinco partidos que já sinalizaram apoio a Alcolumbre terão 33 senadores. O número fica oito votos abaixo dos 41 necessários para eleger o presidente da Casa.
Isso, porém, não assegura votos, já que a escolha é individual e secreta e há parlamentares dispostos a contrariar a orientação de seus partidos. A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Acenos de Alcolumbre
Paralelamente às discussões sobre uma candidatura de oposição, Davi Alcolumbre tem feito acenos a parlamentares desse grupo na tentativa de ampliar os apoios à sua reeleição.
Parlamentares afirmam que há especulações de que o presidente do Senado teria sinalizado que pode colocar em discussão uma proposta de anistia com alcance suficiente para beneficiar até mesmo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A possibilidade é vista por esses parlamentares como um gesto de aproximação, uma vez que a anistia é uma das principais reivindicações de aliados do ex-presidente no Congresso.
Senadores, porém, afirmam que uma promessa para o próximo mandato não seria suficiente para garantir o apoio do grupo.
Na avaliação deles, Alcolumbre teria de concluir ainda neste ano a articulação em torno da proposta, antes da eleição para a presidência do Senado. Os parlamentares afirmam que um eventual compromisso com a anistia precisaria ter resultados concretos antes de uma possível reeleição, e não ficar condicionado à permanência de Alcolumbre no cargo.
