PGR pede à Abin dados sobre Covid que teriam sido escondidos por Bolsonaro

O pedido da PGR é para que a Abin compartilhe relatórios elaborados durante a pandemia de Covid-19, que davam orientações ao governo

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Antonio Augusto / Secom / PGR
prédio da PGR/MPF em Brasília
1 de 1 prédio da PGR/MPF em Brasília - Foto: Antonio Augusto / Secom / PGR

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que compartilhe relatórios elaborados durante a pandemia de Covid-19, no governo de Jair Bolsonaro (PL). A PGR quer apurar denúncia do Jornal Folha de S.Paulo de que, durante a pandemia da Covid-19, as projeções de mortes e os casos foram escondidos pela gestão de Bolsonaro, mesmo com mais de mil relatórios elaborados sobre a situação.

A Folha informou e o Metrópoles confirmou com a PGR que o objetivo do pedido é “avaliar os relatórios para verificar se há eventual fato novo”.

Postos sob sigilo, os relatórios em questão foram produzidos por pelo menos um ano, de março de 2020 a julho de 2021, quando foram constatados o maior número de morte no país.

O material tem carimbo oficial da Abin e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e reforça que Bolsonaro ignorou as informações levantadas pelos próprios agentes do governo, além das recomendações do Ministério da Saúde (MS).

“Estudos recentes realizados em pacientes com Covid-19 que usaram esses medicamentos identificaram graves distúrbios do ritmo cardíaco, em alguns casos fatais, particularmente se utilizados em dosagens altas ou em associação com o antibiótico azitromicina”, afirma relatório de 23 de abril de 2020.

Os documentos recomendavam ainda o distanciamento social e a vacinação como formas efetivas de controlar a doença, trazem estudos que desaconselham o uso da cloroquina, alertam sobre possibilidade de colapso da rede de saúde e funerária no Brasil e reconhecem a falta de transparência do governo Bolsonaro na divulgação dos dados da pandemia da Covid-19.

Veja os superiores da Abin e GSI à época:

  • à frente da GSI, o general Augusto Heleno;
  • à frente da Abin, o atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ);
  • à frente do MS, foram quatro: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga.

As estimativas feitas pela Abin nos documentos se aproximaram dos dados registrados no país nos períodos em questão, mas houve casos em que a pandemia superou a expectativa dos estudos: em abril de 2021, o pior cenário analisado esperava mais de 338 mil mortos, mas o número foi superior a 341 mil.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?