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Brasil

PF diz à Justiça que não tem tornozeleira para Geddel na Bahia

Ao tirar Geddel do regime fechado, o desembargador Bello impôs uma condição: a instalação da tornozeleira no ex-ministro

Maria Eugênia14/07/2017 14:46, atualizado 14/07/2017 15:09
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
O proprietário, Silvio Silveira, confirmou que alugou o imóvel para Geddel

A Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia informou, nesta sexta-feira (14/7), que “não dispõe de sistema de monitoramento eletrônico de pessoas, comumente conhecido como tornozeleira eletrônica”. O desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), havia dado prazo de 48 horas para a PF instalar a peça no tornozelo do ex-ministro do governo Temer, Geddel Vieira Lima – em regime domiciliar em Salvador desde a noite de quinta (13).

Geddel ganhou domiciliar após 10 dias preso na Papuda, em Brasília, por ordem do juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF. O ex-ministro está sob suspeita de pressionar a mulher do operador financeiro Lúcio Funaro, Raquel Pitta, para evitar que ele faça delação premiada. Ao tirar Geddel do regime fechado, o desembargador Bello impôs uma condição: a instalação da tornozeleira no ex-ministro. O magistrado deu prazo de 48 horas para a PF na Bahia tomar a providência.

Mas, nesta sexta (14), a PF em Salvador afirmou em nota que ‘tal função não é afeta à atividade de polícia judiciária desempenhada pela Polícia Federal, e sim ao sistema prisional, seja ele o federal ou o estadual’. “Registra-se que essa impossibilidade de cumprimento da decisão proferida para monitoramento eletrônico do senhor Geddel Quadros Vieira Lima – assim como já ocorrido em outros casos similares -, foi informada à 10ª Vara Federal do Distrito Federal na data de hoje”, diz a nota da PF.

A prisão foi baseada nos depoimentos do operador Lúcio Funaro e do empresário e delator Joesley Batista no âmbito da Cui Bono. O ex-ministro estaria agindo para obstruir as investigações.

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Ele foi preso acusado de tentar obstruir a Justiça
PF diz à Justiça que não tem tornozeleira para Geddel na Bahia - imagem 3
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O ex-ministro mora em um apartamento a cerca de 1km do local onde a PF apreendeu os R$ 51 milhões
O juiz Vallisney de Souza Oliveira disse que a prisão é para evitar destruição de provas
Geddel Vieira Lima estava em prisão domiliciar em Salvador (BA)
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Geddel Vieira Lima estava em prisão domiliciar em Salvador (BA)

Reprodução/TV Globo
Ele foi preso acusado de tentar obstruir a Justiça
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Ele foi preso acusado de tentar obstruir a Justiça

Valter Campanato/Agência Brasil
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-ministro mora em um apartamento a cerca de 1km do local onde a PF apreendeu os R$ 51 milhões
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O ex-ministro mora em um apartamento a cerca de 1km do local onde a PF apreendeu os R$ 51 milhões

Valter Campanato/Agência Brasil
O juiz Vallisney de Souza Oliveira disse que a prisão é para evitar destruição de provas
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O juiz Vallisney de Souza Oliveira disse que a prisão é para evitar destruição de provas

Valter Campanato/Agência Brasil
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Edilson Rodrigues/Agência Senado
Geddel foi encaminhado para a Polícia Federal
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Geddel foi encaminhado para a Polícia Federal

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Após depoimento, seguiu para a Papuda
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Após depoimento, seguiu para a Papuda

José Cruz/Agência Brasil
Kacio Pacheco/Metrópoles
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Kacio Pacheco/Metrópoles

Kacio Pacheco/Metrópoles
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Kacio Pacheco/Metrópoles

A operação investiga a existência de práticas criminosas na liberação de créditos e investimentos por parte de duas vice-presidências da Caixa Econômica Federal: a de Gestão de Ativos de Terceiros (Viter) e a de Pessoa Jurídica. Uma das vice-presidências era ocupada por Geddel.

Na decisão, o juiz diz que Geddel entrou em contato por diversas vezes com a esposa de Funaro para verificar a disposição do marido preso em firmar acordo de colaboração premiada, o que pode caracterizar um exercício de pressão sobre Funaro e sua família. Segundo o magistrado, não é a primeira vez que Geddel tenta persuadir pessoas ou pressioná-las, lembrando o episódio em que o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero acusou Geddel de atuar para a liberação da construção de um imóvel em Salvador.

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