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Brasil

De vigília a táxi: PF detalha a dinâmica do assassinato de Marielle

Segundo a investigação, dupla de executores teria ido até a casa de Ronnie Lessa após o assassinato e pegado um táxi para a Barra da Tijuca

24/07/2023 12:23, atualizado 25/07/2023 13:10
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Reprodução EBC
Foto colorida do carro que a vereadora Marielle Franco foi assassinada - Metrópoles

Após a confirmação de que Ronnie Lessa foi o autor do assassinato da vereadora Marielle Franco, a Polícia Federal (PF) divulgou, nesta segunda-feira (24/7), mais detalhes sobre a dinâmica do crime. De acordo com os investigadores do caso, o ex-policial militar Élcio de Queiroz revelou as circunstâncias em uma delação premiada.

Segundo ele, Lessa teria contado que há tempos planejava matar a vereadora. Para isso, ele e o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, preso em operação nesta segunda, acompanhavam a rotina de Marielle.

No dia do crime, 14 de março de 2018, Ronnie e Élcio se falaram por volta das 12h por um aplicativo de mensagens instantâneas cujo conteúdo se autodeleta.

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Maxwell Simões Corrêa, o Suel, foi expulso do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro
Marielle Franco
De vigília a táxi: PF detalha a dinâmica do assassinato de Marielle - imagem 4
Marielle era vereadora e defendia direitos humanos
A vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018
Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, suspeitos de matar Marielle Franco
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Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, suspeitos de matar Marielle Franco

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Maxwell Simões Corrêa, o Suel, foi expulso do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro
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Maxwell Simões Corrêa, o Suel, foi expulso do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro

Reprodução
Marielle Franco
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Marielle Franco

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Reprodução/facebook
Marielle era vereadora e defendia direitos humanos
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Marielle era vereadora e defendia direitos humanos

Mídia NINJA
A vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018
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A vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018

Mídia NINJA
A vereadora defendia pautas de direitos humanos, defesa da mulher e da comunidade LGBT
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A vereadora defendia pautas de direitos humanos, defesa da mulher e da comunidade LGBT

Mário Vasconcellos/CMRJ

Élcio se encontrou com Ronnie e, juntos, seguiram de carro para a Lapa, no centro do Rio de Janeiro, onde Marielle Franco participava do encontro Jovens Negras Movendo as Estruturas. Juntos, decidiram que aquela seria a melhor oportunidade para executá-la. Élcio dirigia o carro e Ronnie, sentado no banco de trás, faria os disparos.

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“Élcio dá os pormenores do que aconteceu, desde a chamada do Ronnie, ao meio dia”, ressaltou o delegado da PF Guilhermo Catramby.

Segundo o investigador, os executores acompanharam a saída de Marielle do evento e a viram entrando em um veículo Cobalt prata, conduzido pelo motorista Anderson Gomes. Eles, então, emparelharam os carros e atiraram deliberadamente – apenas Fernanda Chaves, assessora da vereadora, sobreviveu.

Fuga

A rota de fuga utilizada pelos suspeitos foi o trecho via Leopoldina, que dá acesso à Avenida Brasil. Depois, partiram para a Linha Amarela, até a última saída, em direção ao Méier. Então, pararam o veículo na residência de Lessa, interfonaram para o irmão dele e pediram um táxi. De lá, foram até a Barra da Tijuca para se encontrarem com Maxwell.

“Aí é o elemento de corroboração mais contundente. Conseguimos o rastreamento dessa corrida do Méier até a Barra da Tijuca. Depois, eles embarcaram no carro de Ronnie e foram embora. Essa foi a dinâmica do crime no dia 14 de março de 2018”, ressaltou Catramby.

Conforme informações divulgadas na coletiva, que reuniu representantes da PF e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o ex-bombeiro Maxwell ajudou a trocar as placas do carro e a sumir com as armas usadas no crime, além de ter corroborado na vigilância de Marielle.

O superintendente da Polícia Federal, Leandro Almada, também apontou que as investigações do Ministério Público do Rio identificaram que, dois dias antes do crime, o ex-PM Ronnie Lessa fez uma busca pelos CPFs de Marielle Franco e de sua filha, Luyara Santos.