PF deflagra operação para investigar fraude no auxílio emergencial

Um dos beneficiados pela emissão de documentos falsos é um criminoso procurado pela Interpol por condenação a 20 anos de cadeia nos EUA

atualizado 30/06/2021 8:06

Policia Federal - PFRafaela Felicciano/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (30/6), a Operação Reborn, para investigar crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e confecção de documentos falsos. As apurações ocorrem em Minas Gerais, São Paulo e no Espírito Santo.

De acordo com a corporação, as diligências tiveram início a partir de documentos apreendidos durante a Operação Stello, que descobriu fraudes no saque de verbas de precatórios judiciais, retirados por meio de procurações falsas.

A partir da apuração, os agentes descobriram que certidões de nascimento falsas também eram emitidas pelos criminosos em um cartório no norte de Minas Gerais. Com os documentos, a associação conseguia fraudar carteiras de identidade, Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs), títulos eleitorais e Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs).

A 2ª Vara da Subseção Judiciária da Justiça Federal em Montes Claros, cidade mineira, emitiu 13 mandados de busca e apreensão.

Cerca de 70 policiais e servidores federais atuam nas investigações em Belo Horizonte (MG), Divinópolis (MG), Ribeirão das Neves (MG), Igarapé (MG) e Lagoa Santa (MG). Também há mandados sendo cumpridos em São Paulo (SP), Tatuapé (SP), Votarantim (SP), Florianópolis (SC), São José (SC) e Vila Velha (ES).

Segundo a PF, por meio das certidões, também eram criados CNPJs, cadastramento de veículos e de biometria eleitoral e solicitações de auxílio emergencial.

“Constatou-se que o perfil dos beneficiários desses documentos falsos consistia em foragidos da Justiça, pessoas com extensa ficha criminal, golpistas alvo de diversas demandas na Justiça cível por prática de pirâmide financeira e imigrantes ilegais oriundos de países árabes”, informou a corporação.

A PF também descobriu que um brasileiro com cidadania norte-americana, procurado pela Interpol por condenação a mais de 20 anos de prisão nos Estados Unidos, estava vivendo em Florianópolis (SC) com um desses documentos falsos.

“Documentos de identificação obtidos mediante fraude também foram utilizados para atividades econômicas em contas bancárias em grandes instituições financeiras brasileiras”, informou a polícia.

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