PF: Bolsonaro buscou advogado de Trump para fazer nota sobre tarifaço

Bolsonaro pediu ajuda em nota de agradecimento a Trump, na qual pretendia dizer que “a questão da liberdade está acima da questão econômica”

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Bolsonaro
1 de 1 Bolsonaro - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu orientação ao advogado Martin de Luca, que trabalha para as empresas Rumble e Trump Media & Technology Group, para fazer publicações nas redes sociais sobre o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil. A informação consta em troca de mensagens reveladas pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (20/8).

Na mensagem, o ex-presidente pede que Luca o oriente em uma nota para as redes sociais, na qual pretendia agradecer Trump após o anúncio da tarifa de 50% contra os produtos brasileiros. Bolsonaro pediu que a mensagem contivesse elogios ao presidente norte-americano e citasse que a “liberdade está muito acima da questão econômica”.

“Martin, peço que você me oriente também, me desculpa aqui tá, minha modéstia, [sobre] como proceder. Eu fiz uma nota, acho que eu te mandei. Tá certo? Com quatro pequenos parágrafos, boa, elogiando o Trump, falando que a questão de liberdade tá muito acima da questão econômica. A perseguição a meu nome também, coisa que me sinto muito… pô fiquei muito feliz com o Trump, muita gratidão a ele. Me orienta uma nota pequena da tua parte, que eu possa fazer aqui, botar nas minhas mídias, pra chegar a vocês de volta aí. Obrigado aí. Valeu, Martin”, diz a mensagem de áudio enviada por Bolsonaro ao advogado que representa a empresa de Trump.

Confira:

Como resposta, o advogado prometeu enviar um “resumo” do que ele acreditava ter o poder de “melhorar a comunicação em relação ao tarifaço”.

De acordo com a investigação da PF, a conversa entre Bolsonaro e Martin de Luca mostra que o ex-presidente atua “de forma subordinada a interesses de agentes estrangeiros”.

Novo indiciamento

Jair Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL) foram indiciados pela PF nesta quarta, acusados de coação no processo do golpe de Estado, em que é réu, e de abolição do Estado democrático de direito.

A PF afirma que os dois têm atuado junto ao governo dos EUA, com o objetivo de conseguir retaliações contra autoridades brasileiras, na tentativa de interferir no julgamento do ex-presidente.

Bolsonaro é apontado como o líder de uma organização criminosa que, em 2022, tentou realizar um golpe de Estado no Brasil.

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