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Brasil

PF afirma que Bolsonaro redigiu, ajustou e "enxugou" a minuta do golpe

Análise de mensagens encaminhadas por Mauro Cid para um general do Exército comprovariam o envolvimento de Bolsonaro em minuta do golpe

19/11/2024 10:27, atualizado 19/11/2024 15:17
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Imagem colorida do ex-presidente Jair Bolsonaro concedendo entrevista ao Metrópoles -- Metrópoles

Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), o então presidente da República Jair Bolsonaro redigiu, ajustou e “enxugou” a chamada “minuta do golpe”, uma espécie de decreto que previa a intervenção no Poder Judiciário para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e convocar novas eleições.

O documento da PF aborda as investigações envolvendo um grupo de militares de elite que teria planejado um golpe de Estado em 2022 para impedir a posse e até mesmo o assassinato de Lula. A corporação aponta, inclusive, a cronologia de atos criminosos que envolveriam Bolsonaro.

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Ex-presidente Jair Bolsonaro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro durante entrevista para o Metrópoles
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Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixa prédio da Polícia Federal após prestar depoimento
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Bolsonaro pagou multa a sindicato de jornalistas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro
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Bolsonaro e Lula durante debate em 2022
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O ex-presidente teria se reunido com o comandante do Exército Brasileiro à época, general Estevam Cals Theofilo, no dia 9 de dezembro de 2022, com o objetivo de organizar o apoio militar para consumar o golpe de Estado.

A PF concluiu que Bolsonaro é o responsável por redigir e ajustar “a minuta do ilegal Decreto golpista”, mediante a análise de mensagens encaminhadas por Mauro Cid para o general Freire Gomes, então comandante do Exército.

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Veja:

Em uma das mensagens enviadas pelo ajudante de ordens de Bolsonaro ao general Freire Gomes, afirma-se que o então presidente estaria sofrendo “pressões para tomar uma medida mais pesada”, com o uso de forças, por parte de “deputados”.

Também de acordo com a investigação, Mauro Cid indicou, nos textos a Freire Gomes, que Bolsonaro “enxugou o decreto” e o tornou “mais resumido”.

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Golpe e mortes de Lula e Moraes

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (19/11), a Operação Contragolpe, com o objetivo de desarticular organização criminosa que teria planejado golpe de Estado em 2022 para impedir a posse de Lula e prender e executar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A operação mira os “kids pretos”, que seriam militares da ativa e da reserva. Além deles, um policial federal foi preso.

Os presos são:

  1. Coronel Hélio Ferreira Lima: comandava a 3ª Companhia de Forças Especiais, em Manaus, e foi destituído do cargo em fevereiro deste ano;
  2. Mário Fernandes: general e ex-ministro interino da Secretaria-Geral e secretário-executivo da PR. Atualmente, ele é reformado e foi assessor do deputado Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, entre março de 2023 e março deste ano;
  3. Rafael Martins de Oliveira: major das Forças Especiais do Exército. Acusado de negociar com o coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, o pagamento de R$ 100 mil para custear a ida de manifestantes a Brasília;
  4. Major Rodrigo Bezerra de Azevedo;
  5. Policial federal Wladimir Matos Soares.
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Tenente-coronel Helio Ferreira Lima também foi preso por plano para matar Lula
General Mario Fernandes
Militares foram alvo por contato com o tenente-coronel do Exército Rafael Martins de Oliveira, indiciado pela PF
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Segundo a PF, havia um planejamento operacional, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, para matar Lula e seu vice, Geraldo Alckmin, além do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo.

Autorizada por Moraes, a operação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas.