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Brasil

Pescadores e produtores pedem meio bilhão por danos com queda de ponte

Entidades pedem indenização por prejuízo após queda da Ponte JK, entre Maranhão e Tocantins, que matou pelo menos 14 pessoas

Thalys Alcântara31/01/2025 02:00, atualizado 31/01/2025 16:26
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Polícia Militar de Tocantins
Dnit Imagem colorida, ponte desabada - Metrópoles

Sete entidades entraram com um processo na Justiça pedindo R$ 500 milhões para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) por causa dos prejuízos causados pela queda da ponte Juscelino Kubitschek, em dezembro do ano passado. A ponte ligava os estados de Maranhão e Tocantins.

Entidades de diferentes setores, que vão de pescadores a comerciantes, alegam que tiveram prejuízos financeiros altos por conta da dificuldade de transporte causada pela queda da ponte e pela possível poluição do Rio Tocantins.

Veja as entidades que entraram com a ação:

– Associação comercial de Estreito e Região (Acisape)

– Sindicato dos Empregados no Comércio do Estado do Maranhão (SEC-MA)

– Colônia de Pescadores Z-35

– Cooperativa dos Pescadores e Piscicultores do Médio Tocantins (Cooperatins)

– Associação dos Barraqueiros da Ilha da Cigana

– Associação dos Músicos Locais de Estreito Maranhão (Amlem)

– Associação dos Profissionais em Artesanato de Estreito Maranhão (Apaem)

Oito veículos transitavam pela ponte no momento do colapso. Foram confirmadas 14 mortes, e ainda há três desaparecidos. Entre os veículos, havia caminhões com substâncias poluidoras. Houve o derramamento de 70 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de agrotóxicos.

Poluição e prejuízo

A ponte foi construída na década de 1960 e já apresentava sinais críticos de deterioração, evidenciados em relatórios de 2020 que identificaram fissuras, rachaduras e inclinações nos pilares.

No documento enviado para a Justiça, o representante jurídico das entidades aponta que houve prejuízo para a colônia de pescadores, por causa da poluição da água. Além disso, mais de 96% dos estabelecimentos do município de Estreito (MA) registraram diminuição no fluxo de clientes.

Procurado pelo Metrópoles, o DNIT informou em nota que já notificado sobre as ações das entidades na Justiça.

“Atualmente, a autarquia está analisando o teor das ações para posteriormente, definir quais medidas serão adotadas em relação a cada uma”, escreveu em trecho do documento.

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